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05 de janeiro de 2020, 10h38

“Duvido que tenham coragem”, diz general iraniano sobre ameaça de Trump

Donald Trump disse que seu país já definiu 52 alvos para serem atacados caso o Irã resolva vingar a morte do general Qasem Soleimani, assassinado após um bombardeio dos EUA; Teerã, por sua vez, promete retaliação

O general Abdolrahim Musavi (Tehran Times)

O Irã tem dado sinais cada vez mais claros de que deve se vingar da morte do general Qasem Soleimani, comandante da Força Al Quds, a unidade especial da Guarda Revolucionária do país. Ele foi assassinado durante um bombardeio norte-americano no Iraque na última quinta-feira (2).

Neste domingo (5), o general do Exército irianiano, Abdolrahim Musavi, respondeu às ameaças feitas por Donald Trump no sábado (4). Pelo Twitter, o presidente dos EUA afirmou que já escolheu 52 lugares que pretende atacar no Irã caso o país persa resolva reagir com relação à morte de Soleimani. A veículos locais, Musavi rebateu: “Num potencial conflito no futuro, o que eu não acredito que eles [americanos] tenham coragem de realizar, vai ficar mais claro onde os números 5 e 2 vão se encaixar”.

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“Dizem esse tipo de coisa para desviar a atenção da opinião pública mundial de seus atos odiosos e injustificáveis, mas duvido que tenham coragem”, completou o general.

Olho por olho 

Em carta enviada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Irã afirmou que os EUA cometeram um “ato de guerra” e que “a resposta para uma ação militar é uma ação militar”. “É um um óbvio exemplo de terrorismo de Estado e, como um ato criminoso, constitui uma violação grosseira dos princípios fundamentais do direito internacional”, disse o embaixador Majid Takht Ravanchi.

Bombardeios

Neste sábado foram registrados ataques aéreos em território iraquiano que lançaram bombas próximas à Embaixada dos EUA em Bagdá e próximas a uma base militar que abriga tropas estadunidenses. Não houve registro de mortos e a autoria do ataque ainda não foi reivindicada. Em seguida, uma base militar de forças pró-Irã na fronteira da Síria com o Iraque também foi atacada.


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