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25 de fevereiro de 2020, 09h43

Editorial do Le Monde afirma que extradição de Assange seria “retrocesso terrível para a democracia”

Julgamento do ativista australiano começa nesta terça, no Reino Unido. Estados Unidos pretende julgá-lo em seu território, onde ele arrisca uma pena de até 175 anos de prisão

Foto: Reprodução

No editorial desta terça-feira (25), o jornal parisiense Le Monde diz logo no título que é contra a possível decisão da Justiça do Reino Unido de acatar o pedido dos Estados Unidos de extradição do ativista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, preso em Londres desde abril de 2019.

Nesta mesma terça, se iniciou o julgamento de Assange, na capital britânica, que poderia terminar, justamente, com a sua extradição aos Estados Unidos, onde poderia sofrer uma condenação de até 175 anos de prisão, pela denúncia de atentar contra a segurança do país, ao revelar documentos secretos do seu governo.

Para o Le Monde, no entanto, a possível extradição de Assange significaria um perigo importante para a atividade jornalística em todo o mundo. “Significaria que qualquer publicação de documentos secretos emanados do Estado americano seria considerada um ato de espionagem. Isso seria um retrocesso terrível para a democracia”, opinou o diário.

Assange foi responsável por uma série de vazamentos de documentos sigilosos do exército norte-americano, revelando milhares de crimes de guerra cometidos pelo Pentágono no Iraque e no Afeganistão, durante a Década de 2000.


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