terça-feira, 29 set 2020
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Em aula de civilidade aos Bolsonaros, Cristina Kirchner envia condolências a Macri pela morte do pai

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, enviou neste domingo (3), as condolências pela morte do pai do atual presidente do país, Maurício Macri.

Franco Macri, pai do presidente argentino, Mauricio Macri, morreu neste sábado (2), aos 88 anos. Ele era um dos empresários mais importantes e ricos do país.

“Al presidente Mauricio Macri y su familia, mis condolencias por el fallecimiento de su padre.”

Adversários virulentos

Kirchner e Macri são adversários políticos virulentos. Ela sequer compareceu à sua posse na Casa Rosada. Se despediu do cargo e dos eleitores em um ato preparado às pressas, na Praça de Maio, que ficou lotada. Foram oito anos de mandato e 12 e meio de Kirchnerismo.

A civilidade argentina, no entanto, não é nem de longe compartilhada no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro não se manifestou sobre a morte do neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida na última sexta-feira (1) em decorrência de meningite meningocócica.

Eduardo Bolsonaro, o filho mais velho do presidente, chegou a chamar Lula de ‘larápio’ em postagem onde se colocou contra a possibilidade do ex-presidente comparecer ao velório do neto.

Vários correligionários de Bolsonaro tripudiaram da morte do pequeno Artur, fato que gerou reação nas redes sociais. A blogueira Alessandra Strutzel chegou a dizer que se tratava de “boa notícia”.

Relação complicada

A causa da morte do pai de Macri não havia sido divulgada até a publicação deste texto. Nos últimos meses, ele havia sofrido dois enfartes, uma hemorragia interna e uma fratura na região da cintura.

Franco e Mauricio tiveram uma relação complicada ao longo da vida. Macri filho se queixou em várias entrevistas e livros sobre o modo autoritário com o qual o pai o obrigara a assumir funções de chefia nas empresas do Grupo Macri quando ele era ainda muito jovem.

 

Redação
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