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22 de julho de 2019, 13h17

Em carta, 120 países consideram EUA principal violador do direito internacional e dos princípios da ONU

O Movimento dos Países Não Alinhados se reuniu em Caracas e prometeu levar os EUA à Corte Internacional de Justiça pelas sanções econômicas aplicadas a outros países

Reprodução/Twitter

A reunião do histórico Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL) que ocorreu no final de semana (20 e 21) em Caracas, Venezuela, terminou com uma carta assinada por 120 países que, entre outros tópicos condena os Estados Unidos pelas sanções econômicas e políticas aplicadas a outras nações e promete ajuizá-los na Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Por consenso, a Declaração Política de Caracas reconheceu os EUA como o principal violador da Carta das Nações Unidas, que rege a ONU, e do direito internacional. Além disso, os 120 países respaldaram a presidência de Nicolás Maduro e clamaram pelo fortalecimento de processos de diálogo por parte do governo e da oposição.

O Irã, alvo do presidente Donald Trump, levantou a voz contra as sanções econômicas imposta pelos EUA, que também fora alvo da Declaração. “As sanções impostas pelo Governo estadunidense são terrorismo econômico. Não podemos permitir que sigam implementando esse tipo de ação”, disse  Javad Zarif, chanceler iraniano, segundo o Granma.

O encontro teve como objetivo principal preparar o Congresso do movimento, que acontece em outubro no Azerbaijão, próximo país a presidir o bloco. Atualmente os Não-Alinhados são liderados pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Maduro agradeceu o apoio dos demais países. “Agradeço o apoio e o decidido respaldo de todos os membros e delegações dos 120 países do MNOAL à presidência que a Venezuela exerce há 3 anos. Uma batalha intensa pelas causas justas da humanidade”, publicou no Twitter.


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