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28 de junho de 2019, 09h58

Em entrevista à BBC, Dalai-lama demonstra machismo e usa conceitos ultranacionalistas sobre migração

A declaração mais controversial do programa do foi com respeito à sua sucessão. Quando disse ue se a próxima dalai-lama, fosse uma mulher, ele acredita que "as pessoas vão preferir não olhar para ela, então ela precisa ser muito atraente”.

(Foto: Reprodução)

Uma entrevista do líder espiritual tibetano Tenzin Gyatso, o Dalai-lama, ao canal britânico BBC, divulgada nesta quinta-feira (27), vem causando polêmica no mundo inteiro, ao revelar comentários carregados de machismo e xenofobia.

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A mais controversa de suas declarações foi com respeito à sua sucessão. Quando o apresentador Rajini Vaidyanathan perguntou sobre a hipótese de que uma mulher assuma como a próxima Dalai-lama, ele disse que “creio que as pessoas prefeririam não olhar para ela, então ela precisa ser muito atraente”.

Logo, Vaidyanathan foi à questão básica de que se ele achava o interior de uma pessoa mais importante que sua aparência, o que o líder espiritual respondeu dizendo que “creio que ambos são”).

Sobre temas políticos, o Dalai-lama se descreveu como um “admirador do espírito” da União Europeia, e falou sobre o tema da migração: “o objetivo deveria ser o retorno dos imigrantes aos seus países e que ajudem a reconstruí-los”.

O líder tibetano defendeu a ideia de que os países europeus deveriam aceitar os refugiados e dar a eles educação, com o objetivo de que eles voltem para os países de origem, mas disse ser avesso a uma ideia de autorizar a permanência dos mesmos no Velho Continente: “se for em número limitado, tudo bem”.

Em seguida, no momento de maior saia justa da entrevista, o Dalai-lama dizia que “a Europa inteira se tornar um país muçulmano? Impossível. Ou um país africano? Também é impossível”, para logo fazer uma risadinha, que foi interrompida por um comentário de Vaidyanathan: “não tem nada de errado com isso, ou tem? Você mesmo é um refugiado”, recordou o jornalista, pelo fato de que o dalai-lama vive na Índia desde 1959.

O líder tibetano respondeu essa pergunta de forma mais áspera, e com uma frase clássica do ultranacionalismo: “acho que eles ficam melhor na terra deles. Deixa a Europa para os europeus”.


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