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06 de junho de 2019, 14h49

Em indireta a Trump, Putin e líder chinês pedem que “potências nucleares abandonem mentalidade da Guerra Fria”

O líder russo também assegurou que os dois países trabalharão para "promover a resolução pacífica dos problemas" na Venezuela

Encontro entre Jinping e Putin, em Moscou (Foto: Xinhua)

O encontro entre Xi Jinping e Vladimir Putin, que iniciou a visita de três dias do presidente chinês a Moscou, contou com declaração onjunta feita pelos dois mandatários, na noite desta quarta-feira (5), na qual dizem que “os poderes nucleares devem abandonar a mentalidade da Guerra Fria e frear o avanço ilimitado do sistema de defesa aérea global”, o que foi lido como um claro recado aos Estados Unidos, embora não mencione o país governado por Donald Trump.

Durante a parte da reunião com que a imprensa teve acesso, Putin destacou que as relações bilaterais com a China vem alcançando “um nível sem precedentes”, e atribuiu tal situação às políticas adotadas por Jinping, que retribuiu o reconhecimento afirmando que, entre os atuais presidentes do mundo, “Putin é o meu amigo mais próximo”.

“A declaração conjunta que assinamos, e na qual falamos sobre o fortalecimento da estabilidade estratégica global na era moderna, há uma ênfase sobre a posição da Rússia e da China sobre o quanto é inaceitável a destruição do atual sistema de acordos no campo do controle de armas, que prevê o desarmamento e a não proliferação”, afirmou o presidente russo.

Sobre temas mais específicos, os presidentes falaram, sobretudo, sobre a situação da Venezuela.  O líder russo assegurou que os dois países trabalharão pela estabilização da situação na Venezuela. Ademais, afirmou que Pequim e Moscou têm a intenção de “promover a resolução pacífica dos problemas nesse país, através de um diálogo político inclusivo”, e que ambos se opõem claramente a uma intervenção militar para resolver o conflito.

Também houve palavras para o caso do acordo nuclear com o Irã, no qual os países se comprometeram a seguir adiante com a aplicação do acordo nuclear, o qual os Estados Unidos abandonaram. Finalmente, Rússia e China afirmaram que também buscarão uma alternativa pacífica para a situação na península da Coreia.

O último ponto da declaração conjunta também fala sobre a criação de um Fundo de Inovação Científica e Técnica entre os países, que deveria contar com um investimento inicial de um bilhão de dólares.

Com informações do RT.


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