Entrevista exclusiva com Lula
11 de novembro de 2019, 13h50

Em nota, OEA não fala em golpe na Bolívia e ainda pede investigação “até as últimas consequências” das eleições

Entidade quebrou o silêncio sobre a renúncia de Evo Morales, mas sem apresentar medidas efetivas sobre a ruptura democrática no país ou rechaçar os ataques violentos da oposição

Reprodução

Depois de quase 24 horas em silêncio sobre o golpe que se consumou na Bolívia neste domingo (10), a Organização dos Estados Americanos (OEA) finalmente se pronunciou sobre a ruptura democrática no país vizinho. Em nota, a Organização diz que rechaça qualquer “saída inconstitucional” para a crise e que de forma urgente está comprometida com a realização de novas eleições no país.

“Nesse sentido, a Secretaria-Geral solicita que a Assembleia Legislativa Plurinacional da Bolívia se reúna com urgência para garantir o funcionamento institucional e designar novas autoridades eleitorais que garantam um novo processo eleitoral”, diz a nota, compartilhada pelo presidente da OEA, o uruguaio Luis Almagro.

“Da mesma forma, é importante que a justiça continue investigando as responsabilidades existentes em relação à prática de crimes relacionados ao processo eleitoral realizado em 20 de outubro, até as últimas consequências”, continua.

A entidade não se pronunciou em nenhum momento a respeito dos ataques agressivos a opositores, incluindo incêndios a sedes de entidades indígenas e à casa de uma das irmãs de Evo Morales, além da prisão sumária de ex-membros do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE).

Antes do golpe, a OEA foi procurada tanto pelo governo de Evo Morales quanto pela oposição para mediar a crise da apuração de votos em outubro. Morales e Carlos Mesa, seu opositor, aceitaram a realização de uma auditoria, que registrou irregularidades no pleito. Quando o presidente Morales concordou com um novo processo eleitoral, horas depois as Forças Armas pediriam a sua renúncia, culminando no golpe militar deste domingo (10).

Confira a nota completa:

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