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20 de março de 2019, 10h53

Em vídeo, ministra da Justiça de Israel diz que, para ela, “fascismo cheira à democracia”

De extrema-direita religiosa, Ayelet Shaked é criticada por promover vídeo com “perfume do fascismo”

Vídeo de ministra da Justiça de Israel é alvo de críticas (Reprodução)

Às vésperas das eleições legislativas em Israel, a ministra da Justiça Ayelet Shaked promoveu vídeo em que figura como modelo para um fictício perfume de luxo de nome “Fascismo”, com o intuito de provocar críticos e opositores do campo progressista.

Ela é considerada a número 2 do Lar Judaico, partido da direita religiosa nacionalista.

Em preto e branco e câmera lenta, além de sua imagem, ela empresta a voz para, de forma sensual, narrar “valores” que supostamente norteiam seu discurso político e, na campanha publicitária, são apresentados como ingredientes do perfume: revolução judicial, restrição ao ativismo, indicação de juízes, governança, separação de poderes e restrições à Suprema Corte.

Ao fim, quando reiterado o Fascismo como o nome da fragrância, Shaked olha para a câmera e, ironicamente, diz: “Cheira à democracia para mim”.

A ousadia e a ausência de constrangimento da ministra em, mesmo que debochadamente, se associar ao fascismo surpreendeu, repercutindo, no New York Times.  Reportagem do jornal norte-americano ponderou que a campanha faria sentido se partisse da esquerda, em tom crítico.

Assista ao vídeo


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