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21 de dezembro de 2019, 20h08

Em vitória para Fernández, Senado da Argentina aprova lei de emergência econômica

Governo agora poderá executar, durante um ano, medidas impositivas, financeiras, administrativas e sociais sem precisar de uma lei no Congresso

Reprodução

Por Opera Mundi

O Senado da Argentina aprovou na noite desta sexta-feira (20) o projeto de lei de emergência econômica apresentado pelo governo do presidente Alberto Fernández, que conheceu sua primeira vitória no Legislativo do país desde que assumiu o cargo no dia 10 de dezembro.

O texto, que agora será sancionado pelo mandatário e se converte em lei, foi aprovado por 41 votos contra 23, comprovando a maioria da coalizão governista Frente de Todos.

Com a provação da chamada Lei de Solidariedade Social e Reativação Produtiva, o governo agora poderá executar, durante um ano, medidas impositivas, financeiras, administrativas, sociais, sanitárias e relativas à previdência sem precisar de uma lei no Congresso.

Além dos senadores da coalizão Frente de Todos, outros três parlamentares acompanharam o governo e votaram a favor do projeto. Lucia Crexell, que acaba de deixar a legenda macrista Juntos por el Cambio e formar um bloco independente, Alberto Weretilnek, ex-governador de Río Negro, e Carlos Reutemann, também egresso das fileiras apoiadores do ex-presidente Mauricio Macri.

O debate da sessão especial, que foi presidida pela vice-presidente Cristina Kirchner, durou cerca de 12 horas.

Durante o debate, senadores peronistas criticaram a oposição pela “herança” de Macri, que deixou o cargo no momento em que o país passa por uma grave crise econômica. Carlos Caserio, presidente da comissão orçamentária do Senado, destacou a importância da aprovação da medida para as pessoas mais pobres da Argentina.

“A pobreza chegou a 40,8%, praticamente 17 milhões de pessoas, uma circunstância que em um país como o nosso não deveria ser assim”, disse.


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