O que o brasileiro pensa?
29 de julho de 2020, 22h54

Empresa chinesa supera Facebook como operadora de redes sociais com maior patrimônio

A Tencent administra diversos jogos online, além do serviço de mensagens WeChat, e agora alcançou um valor de mercado de 670 bilhões de dólares, 13 bilhões a mais que a empresa de Mark Zuckerberg

Foto: reprodução

Nesta terça-feira (28), a Tencent Holdings, uma empresa chinesa que administra jogos online, além de ser proprietária do serviço de mensagens WeChat (similar a WhatsApp e Telegram), ultrapassou o Facebook e se tornou a operadora de mídia social mais valiosa do mundo, com um valor de mercado de 670 bilhões de dólares.

A informação é do jornal South China Morning Post, a partir de um informe da consultora Jefferies Group indicando que a Tencent registrou um aumento de 45% das suas ações neste 2020, enquanto o Facebook teve um crescimento de apenas 14% no mesmo período, o que significa um valor de mercado de 657 bilhões de dólares (13 bilhões a menos que a concorrente chinesa).

Além disso, o analista Thomas Chong, também da Jefferies Group, comenta que as ações da Tencent tendem a continuar crescendo mais que as do Facebook nos próximos meses, especialmente se a empresa de Mark Zuckerberg continuar recebendo críticas por supostos favorecimentos políticos durante o período de campanha presidencial nos Estados Unidos.

Outra chinesa que superou o Facebook foi a empresa de e-commerce Alibaba, cujo valor de mercado passou a ser de 677,4 bilhões de dólares, se tornando a sexta mais empresa do mundo – a Tencent passou a ser a sétima e o Facebook caiu para o oitavo lugar.

“A China foi o primeiro país do mundo a retomar algum ritmo de crescimento depois da pandemia, e enquanto o crescimento do PIB chinês continuar aumentando, veremos mais e mais empresas chinesas ingressando às listas de maiores do mundo, Top 100 e Top 10”, analisou Kenny Wen, estrategista de gerenciamento de patrimônio da consultora Everbright Sun Hung Kai.

Wen diz que quase todos os elementos do cenário atual favorecem as empresas da China, menos um: o agravamento da confrontação entre Estados Unidos e China, que por enquanto se mantém em já preocupantes termos comerciais, mas que poderia escalar a um patamar mais perigoso para os dois países e para o mundo todo.

“As tendências de longo prazo em condições normais continuarão favorecendo a China. No entanto, o agravamento das relações com os Estados Unidos pode complicar a situação para o país asiático”, acrescentou o especialista.


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