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06 de junho de 2019, 12h18

Empresários ligados a Macri teriam oferecido 8 milhões de dólares para opositor deixar disputa à Presidência

A denúncia surgiu a partir de um texto publicado no domingo (2) pelo jornal Perfil. Roberto Lavagna foi ministro da Economia no governo de Néstor Kirchner na Argentina e é considerado um neoliberal moderado e de centro-direita

Maurício Macri e Roberto Lavagna (Montagem)

Segundo promotor federal Jorge di Lello, iniciou nesta quarta-feira (5) uma investigação sobre a atuação de um grupo de empresários argentinos aliados do presidente Mauricio Macri que teria oferecido 8 milhões de dólares para que o economista Roberto Lavagna retire sua pré-candidatura à Presidência.

A denúncia surgiu a partir de um texto publicado no domingo pelo jornal Perfil, assinado por um dos sócios fundadores da publicação, o empresário editorial Jorge Fontevecchia.

Segundo as pesquisas, Lavagna é uma grande ameaça à reeleição do atual presidente: nas simulações onde seu nome aparece como candidato da coalizão Argentina Federal, Macri apresenta queda de até 5 pontos, enquanto a candidatura de Alberto Fernández (que terá como vice a ex-presidenta Cristina Kirchner) alcança números próximos aos 40% (que seriam suficientes para uma vitória no primeiro turno, segundo a lei eleitoral argentina).

Em declaração aos meios locais, Lavagna negou ter recebido tal oferta. Contudo, chama a atenção o fato de que tardou 48 em fazer esse esclarecimento. Também afirmou que aceitaria um convite do promotor Di Lello para declarar no processo a respeito da denúncia, que também ouvirá Fontevecchia e outros empresários citados.

Em seu artigo, Jorge Fontevecchia fala abertamente sobre “rumores de um suborno de 8 milhões, oferecido por um grupo de empresários” para que Lavagna deixe de ser candidato, e inclusive confessa que pretende votar caso mantenha sua candidatura, mas que vê essa possibilidade como difícil, devido “às pressões para que ele desista (de concorrer)”.

O economista Roberto Lavagna foi ministro da Economia durante o governo de Néstor Kirchner, e é considerado um neoliberal moderado e de centro-direita, ligado aos setores mais à direita do PJ (Partido Justicialista, que reúne diversos setores do peronismo, de esquerda, centro e direita). Inicialmente, sua pré-candidatura visava disputar as eleições primárias, em agosto, dentro da coalizão Argentina Federal, contra outro referente de centro, o também ex-ministro kirchnerista Sergio Massa. Contudo, nos últimos dias, Lavagna tem afirmado que pretende cogita disputar a presidencial através de uma outra frente, sem passar pelas eleições primárias.


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