sábado, 19 set 2020
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Equador e Grã-Bretanha negociam para resolver impasse do caso Assange, diz diplomata

Equador e Grã-Bretanha estão em processo de negociação de possível solução para o impasse que já dura mais de cinco anos sobre o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de acordo com uma alta autoridade, nesta quinta-feira (19).

Assange está escondido na embaixada do Equador, em Londres desde 2012, incapaz de fazer uso do asilo político que o país sul-americano lhe concedeu devido à recusa da Grã-Bretanha em lhe dar salvo conduto.

“Estamos no processo de negociar o fim do impasse diplomático”, disse o ministro das Relações Exteriores do Equador, Andres Teran, à emissora de TV local Teleamazonas.

O Equador, disse Teran, está “mantendo as negociações no mais alto nível com a Grã-Bretanha nesta situação que herdamos da administração anterior do ex-presidente Rafael Correa”, que deixou o cargo em 2017.

As duas partes não anunciarão um acordo, afirmou Teran. “As negociações não atingiram o ponto em que é necessária a participação do atual presidente Lênin Moreno, que virá na fase final”, disse.

Moreno está programado para viajar à Grã-Bretanha e à Espanha de 21 a 27 de julho para fortalecer os laços e participar da Global Disability Summit, que será realizada em Londres, mas não se reunirá com autoridades britânicas para falar sobre Assange e nem mesmo visitará a embaixada de seu país.

“Não se espera que Moreno visite a embaixada do Equador em Londres”, acrescentou.

Autoridades britânicas colocaram policiais do lado de fora da embaixada equatoriana para prender Assange, caso ele pise fora do prédio, que é considerado território equatoriano. Depois de mais de cinco anos de prisão domiciliar virtual, sua saúde está se deteriorando.

O mandado de prisão decorre de acusações que já foram retiradas, de má conduta sexual na Suécia, mas Assange acredita que a Grã-Bretanha pretende entregá-lo ao governo dos EUA, para que possa indiciá-lo por denunciar crimes de guerra.

No entanto, “não estamos em conversações com os Estados Unidos”, disse Teran.

“O Equador precisa encontrar uma solução e, se o fizermos juntos com o governo britânico, melhor”, disse Moreno, indicando que uma resolução de médio prazo está ao alcance.

O governo de Moreno tentou romper o impasse em dezembro, ao conceder a cidadania de Assange e pedir à Grã-Bretanha que lhe desse status diplomático e imunidade, mas seu pedido foi recusado.

Redação
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