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20 de julho de 2018, 12h08

Equador e Grã-Bretanha negociam para resolver impasse do caso Assange, diz diplomata

Policiais estão há cinco anos do lado de fora da embaixada equatoriana para prender Assange, caso ele pise fora do prédio

(Foto: Wikimedia Commons)

Equador e Grã-Bretanha estão em processo de negociação de possível solução para o impasse que já dura mais de cinco anos sobre o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de acordo com uma alta autoridade, nesta quinta-feira (19).

Assange está escondido na embaixada do Equador, em Londres desde 2012, incapaz de fazer uso do asilo político que o país sul-americano lhe concedeu devido à recusa da Grã-Bretanha em lhe dar salvo conduto.

“Estamos no processo de negociar o fim do impasse diplomático”, disse o ministro das Relações Exteriores do Equador, Andres Teran, à emissora de TV local Teleamazonas.

O Equador, disse Teran, está “mantendo as negociações no mais alto nível com a Grã-Bretanha nesta situação que herdamos da administração anterior do ex-presidente Rafael Correa”, que deixou o cargo em 2017.

As duas partes não anunciarão um acordo, afirmou Teran. “As negociações não atingiram o ponto em que é necessária a participação do atual presidente Lênin Moreno, que virá na fase final”, disse.

Moreno está programado para viajar à Grã-Bretanha e à Espanha de 21 a 27 de julho para fortalecer os laços e participar da Global Disability Summit, que será realizada em Londres, mas não se reunirá com autoridades britânicas para falar sobre Assange e nem mesmo visitará a embaixada de seu país.

“Não se espera que Moreno visite a embaixada do Equador em Londres”, acrescentou.

Autoridades britânicas colocaram policiais do lado de fora da embaixada equatoriana para prender Assange, caso ele pise fora do prédio, que é considerado território equatoriano. Depois de mais de cinco anos de prisão domiciliar virtual, sua saúde está se deteriorando.

O mandado de prisão decorre de acusações que já foram retiradas, de má conduta sexual na Suécia, mas Assange acredita que a Grã-Bretanha pretende entregá-lo ao governo dos EUA, para que possa indiciá-lo por denunciar crimes de guerra.

No entanto, “não estamos em conversações com os Estados Unidos”, disse Teran.

“O Equador precisa encontrar uma solução e, se o fizermos juntos com o governo britânico, melhor”, disse Moreno, indicando que uma resolução de médio prazo está ao alcance.

O governo de Moreno tentou romper o impasse em dezembro, ao conceder a cidadania de Assange e pedir à Grã-Bretanha que lhe desse status diplomático e imunidade, mas seu pedido foi recusado.


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