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15 de outubro de 2019, 20h10

Esquerda latino-americana denuncia perseguições no Equador e pede Pabón livre

Dilma, Cristina Kirchner, Alberto Fernández, além dos governos do México da Venezuela, pediram liberdade para a governadora Paola Pabón e fim das perseguições aos membros do Movimento Revolução Cidadã

Foto: Fernanda Gallardo/Voces Ecuador

Nesta terça-feira (15), diversos partidos e lideranças da América Latina expressaram suas preocupações com a situação do Equador, que segue promovendo uma perseguição a adversários políticos, do Movimento Revolução Cidadã (MRC). Dilma Rousseff, Cristina Kirchner, Alberto Fernández e os governos do México, que já concedeu asilo a 8 perseguidos, e da Venezuela repudiaram a violência de Estado que segue sendo orquestrada pelo presidente Lenín Moreno mesmo após promover diálogo político.

“Manifestamos nossa solidariedade à Paola Pabón, ao povo equatoriano e aos companheiros do Movimiento Revolución Ciudadana. Rechaçamos a inadmissível perseguição política contra a companheira em um Estado democrático de direito e defendemos sua liberdade imediata para que retome as atividades no governo de Pichincha”, disse o PT em nota publicada na noite desta segunda-feira, compartilhada pelo ex-presidente Rafael Correa no Twitter. Correa está exilado na Bélgica.

As ex-presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, da Argentina, também se solidarizaram com os presos políticos no país. Dilma denunciou o terrorismo de Estado no país, enquanto Cristina destacou a resistência de Paola Pabón e Gabriela Rivadeneira. “A democracia tem nome de mulher e no Equador está presa. Liberdade para Paola Pabón, governadora de Pichincha, presa, e Gabriela Rivadeneira, asilada. Mulheres, jovens, engajados e votados pelo seu povo”, disse Cristina, que concorre à vice-presidência da Argentina.

O companheiro de chapa de Cristina, Alberto Fernández, também denunciou a prisão das duas lideranças políticas. “Vejo com grande preocupação os graves acontecimentos vividos no Equador e a perseguição política e judicial que estão sofrendo duas jovens que são referentes à oposição política. […] Não podemos deixar de observar essas violações do estado de direito na região”, disse Alberto, citando as Pabón e Rivadeneira.

As duas foram ao Twitter agradecer a solidariedade. “Seu exemplo de luta, de toda a vida, sua experiência na prisão, agora é meu maior estímulo para superar este duro momento!”, disse Pabón a Dilma. Nesta terça, o Tribunal de Pichincha deu 90 dias de prisão preventiva para a governadora.

Parlamentares e movimentos de outros países da região também se manifestaram em solidariedade com os integrantes do Revolução Cidadã.

México e Venezuela

Na segunda-feira, o México concedeu asilo político a mais seis parlamentares do MRC na sua Embaixada em Quito. Eles se juntaram a Rivadeneira. Além destes, o ex-chanceler Ricardo Patiño está exilado no México.

A Venezuela também emitiu nota condenando as perseguições no país. “A Venezuela repudia as ações de perseguição judicial realizadas na República do Equador contra líderes políticos e sociais, como uma estratégia óbvia de criminalização de dissidentes, judicialização de políticas e violação de direitos humanos”, publicou o chanceler Jorge Arreaza.

 


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