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23 de julho de 2019, 15h58

Esquerda se divide e Pedro Sánchez (PSOE) não é indicado para primeiro ministro da Espanha

O nome de Sánchez volta a ser votado na quinta-feira e ainda há a possibilidade do Unidas Podemos chancelar a reeleição do primeiro-ministro

Reprodução

Sem o apoio da aliança Unidas Podemos, o primeiro ministro espanhol, Pedro Sánchez, não conseguiu garantir nesta terça-feira (23) sua recondução ao cargo em primeiro turno de votação no Congresso. O Podemos exige maior participação no governo para chancelar o segundo mandato do candidato do PSOE.

Com um placar de 124 votos favoráveis, 170 contra e 52 abstenções, Sánchez não conseguiu maioria absoluta para reeleição em primeiro turno. A abstenção do Unidas Podemos derrubou os planos do líder do PSOE, mas ainda não os enterrou. Se o bloco tivesse optado pelo “não”, como alardeou inicialmente, o número de votos contrários teria ultrapassado dois terços (176) e terminado com a disputa.

O nome de Sánchez agora vai para um segundo turno, que está previsto para a próxima quinta-feira (25) e necessita apenas de maioria simples para ser eleito. Se a coligação liderada por Pablo Iglesias resolver se aliar com os socialistas, o atual primeiro-ministro consegue garantir sua sequência no posto.

Correligionários criticaram a atuação do premiê nas negociações com o Podemos, dizendo que faltou vigor para garantir uma vitória. O Podemos pede mais espaço no gabinete e, segundo o El País, integrantes do bloco avaliam que “48h é muito pouco tempo, mas o que falta [para um acordo] também é muito pouco”.


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