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14 de fevereiro de 2020, 10h28

Estados Unidos acusam a Huawei de roubar sua tecnologia durante décadas

O Departamento de Justiça estadunidense acusa a empresa chinesa e sua diretoria financeira, Meng Wanzhou de conspiração para roubar segredos comerciais de seis empresas norte-americanas.

Foto: reprodução

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos emitiu nesta quinta-feira (12) uma nova acusação contra a empresa chinesa Huawei, líder mundial no mercado de telefones celulares, por roubo e sua tecnologia.

A denúncia foi apresentada em um tribunal federal de Nova York, e afirma que a empresa chinesa e sua diretora financeira, Meng Wanzhou – atualmente envolvida em um processo de extradição entre Estados Unidos e Canadá, de onde está presa desde 2018 –, conspiraram para roubar segredos comerciais de ao menos seis empresas norte-americanas.

Os Estados Unidos alegam que detêm a propriedade intelectual de “um código de fonte e manual de usuário para usuários da Internet, tecnologia de antenas e tecnologia de robôs”, e asseguram que as ações sejam realizadas pela Huawei buscaram a apropriação indevida de tecnologias sofisticadas desenvolvidas em seu país.

Além disso, os Estados Unidos também acusam a Huawei de entregar suporte tecnológico a países como Coréia do Norte e Irã.

Em resposta às acusações, a Huawei afirmou em um comunicado que “a nova investida do Departamento de Justiça, na tentativa de manchar a reputação e prejudicar as atividades da Huawei, são movidas pela incapacidade de aceitar a concorrência, e não têm relação com a aplicação da lei”.

“Essas novas denúncias carecem de fundamentos e se baseiam em disputas judiciais recicladas nos últimos 20 anos, que já foram julgadas e resolvidas em seu momento”, acrescenta o comunicado da empresa chinesa.

O enfrentamento entre o governo dos Estados Unidos escolheu a Huawei como um dos seus grandes inimigos em 2019, e a nova ação mostra que continuará sendo assim em 2020. Além de líder mundial no mercado de celulares, a Huawei largou na frente na disputa pelo domínio da tecnologia 5G, o que promete ampliar ainda mais a sua hegemonia.

No ano passado, o governo estadunidense pressionou seus aliados na Europa para as que impedissem que suas redes nacionais 5G fossem entregues as empresas chinesas. No entanto, a estratégia teve pouco resultado: países como Reino Unido, Espanha, Itália e Suíça já fizeram acordos para receber tecnologia chinesa nos próximos anos.


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