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01 de junho de 2019, 09h06

EUA: na terra da liberdade das armas, maio termina com um novo massacre

O atirador era um veterano funcionário do serviço público estadunidense, que realizou um ataque terrorista contra seus próprios colegas de trabalho, matando 12 pessoas e ferindo ao menos outras 4.

Foto: Reprodução

No país que inspirou as medidas de desregulação do comércio de armas, impulsadas por Jair Bolsonaro e Sérgio Moro, o mês de maio terminou com mais um desses já costumeiros ataques terroristas onde uma pessoa desesperada surge de repente e começa a disparar para todos os lados.

O atentado do fim de tarde desta sexta-feira (31/5) aconteceu na cidade de Virginia Beach. Segundo o jornal USA Today, o atirador era um veterano funcionário do serviço público estadunidense, que ao entrar no Centro Municipal da cidade (local onde ele trabalhava), começou a atirar indiscriminadamente, causando a morte de doze pessoas e ferindo outras quatro.

Segundo o chefe de polícia de Virginia Beach, Jim Cervera, o atirador estava armado com pistolas calibre 45, todas equipadas com silenciadores, e terminou morrendo numa troca de tiros com os policiais que entraram no prédio. O confronto durou vários minutos, e ao final, “o local parecia uma zona de guerra, foi uma carnificina, balas gastas e cartuchos esvaziados espalhados pelo chão”, contou Cervera.

Pelo relato de Cervera, o atirador entrou no Centro Municipal de Virginia Beach pouco depois das 16h, “e imediatamente começou a disparar indiscriminadamente contra as vítimas, muitas delas seus colegas de trabalho”. Até a 0h deste sábado, o nome do assassino não havia sido divulgado, tampouco o motivo que o levou a realizar o ataque terrorista.

“Os policiais fizeram o possível para impedir que essa pessoa cometesse uma carnificina ainda maior”, justificou Cervera. “O atirador provavelmente teria usado toda a sua munição em pessoas inocentes, se os policiais não o tivessem impedido”, completou o chefe, após revelar que um dos seus comandados poderia ter sido a vítima número 13, se não fosse o colete à prova de balas.

O comandante policial também disse que o atirador trazia muita munição, o que permitiu resistir durante vários minutos de tiroteio, além de levar à suposição de que seu plano era o de produzir muito mais vítimas do que o finalmente realizado.

Com informações do USA Today.


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