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19 de fevereiro de 2020, 17h36

Evo Morales denuncia 3 meses de impunidade por massacres realizados pela ditadura da Bolívia

Em vídeo, o ex-presidente lembra a dura repressão promovida pelo governo de fato de Jeanine Añez contra movimentos sociais em El Alto e em Cochabamba

Evo Morales - Foto: Bolívia TV

O ex-presidente Evo Morales, derrubado por um golpe de Estado no final de 2019, fez uma publicação nesta quarta-feira (19) relembrando os massacres realizados em El Alto (Senkata) e em Cochabamba (Sacaba) em razão da repressão policial contra os protestos que pediam o retorno do ex-líder sindical.

“Três meses após o massacre de Senkata, informamos novamente que na Bolivia não há detidos ou investigados. Os conspiradores querem que Sacaba e Senkata fiquem impunes, enquanto continuam sua campanha de intimidação e perseguição”, escreveu o ex-mandatário ao compartilhar vídeo sobre os episódios.

“A memória de nossos mortos será o motor da luta”, diz o início da gravação compartilhada por Morales, que traz cenas da repressão, cartazes contra a autoproclamada presidenta Jeanine Añez e o sofrimento de pessoas próximas aos mortos pela ditadura boliviana.

Em 20 novembro, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) emitiu um comunicado condenando a ação das Forças Armadas e policiais na repressão aos protestos realizados no país, e classificou como “inadmissível” o decreto da autoproclamada presidenta Jeanine Áñez que visa eximir de responsabilidade penal os militares que participem das matanças.

Na manhã desta quarta-feira circulou uma informação por parte de meios de comunicação bolivianos de que o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) do país havia impugnado a candidatura de Morales ao senado. No entanto, essa informação foi desmentida pelo próprio organismo.

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