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28 de janeiro de 2020, 11h27

Facebook remove vídeo de ultradireitista italiano, aliado de Bolsonaro, por incitação ao ódio

No vídeo, Matteo Salvini constrange uma família de tunisianos acusando de tráfico de drogas sem apresentar provas. Caso gerou crise diplomática entre Itália e Tunísia, com acusações de racismo e incitação ao ódio

Eduardo Bolsonaro e Matteo Salvini (Reprodução/Youtube)

O Facebook removeu nesta terça-feira (28) da página do ex-ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini – um dos aliados do clã Bolsonaro na Europa – um vídeo em que o político de ultradireita incitava o ódio contra imigrantes, acusando sem provas uma família de tunisianos de Bolonha, no norte do país, de tráfico de drogas.

O vídeo, gravado na reta final da campanha para as eleições regionais na Emilia-Romagna, havia provocado uma crise diplomática com a Tunísia, com acusações de racismo e incitação ao ódio.

“O Facebook removeu da página de Matteo Salvini o vídeo da vergonha”, disse nesta terça-feira (28) a advogada Cathy La Torre, que defende Yassin, o jovem de 17 anos que foi acusado de tráfico de drogas.

Segundo uma mensagem da rede social divulgada por La Torre, o vídeo violava seus “padrões em matéria de incitação ao ódio”.

Segundo informações da Agência Ansa, o vídeo foi transmitido ao vivo no dia 21 de janeiro, quando uma mulher indicou Salvini o apartamento de uma família tunisiana na qual, segundo ela, pai e filho seriam traficantes de drogas.

Salvini interfonou par a residência e fez ameaças, dizendo o nome do rapaz. “Você pode nos deixar entrar, por favor? Porque nos disseram uma coisa desagradável, e eu gostaria que o senhor desmentisse, nos disseram que daí sai uma parte do tráfico de drogas no bairro. Certo ou errado?”, questionou.

Em uma segunda tentativa, Salvini afirmou: “Eu queria ser recebido por você. Quero reabilitar o bom nome de sua família, porque alguns dizem que você e seu filho traficam”. O ex-ministro não foi autorizado a subir.

Até o momento, não há notícia de investigações ou ações judiciais contra membros da família. O filho acusado de tráfico, Yassin, é um jovem de 17 anos nascido na Itália.

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