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10 de janeiro de 2020, 15h34

FMI muda de postura e propõe subir impostos aos mais ricos para reduzir a desigualdade

A ideia foi defendida em artigo assinado pela diretora do organismo, a economista búlgara Kristalina Georgieva. Contudo, ela também pede que tal medida seja aplicada com cautela e “sem sacrificar o crescimento econômico”.

Um artigo escrito pela economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional) está dando o que falar na Europa e nos Estados Unidos. No texto, Kristalina Georgieva alerta sobre a necessidade de agir com urgência contra o problema da desigualdade social. Entre as medidas que ela enumera para resolver a questão, está a sempre resistida “elevação dos impostos às grandes fortunas”.

O artigo – cujo título é “reduzir a desigualdade para gerar oportunidades” – está disponível no site do FMI, e defende que “a desigualdade de oportunidades entre gerações, a desigualdade entre mulheres e homens, e é claro, as desigualdades de renda e de riqueza, todas estão presentes em nossas sociedades e, infelizmente, estão aumentando em muitos países (…) é um dos desafios mais problemáticos da economia global. A boa notícia é que temos as ferramentas necessárias para enfrentar esses problemas, sempre que tenhamos vontade”.

A solução, segundo Georgieva, “é repensar as políticas fiscais e a tributação progressiva. A tributação progressiva é um componente essencial de uma política fiscal eficaz. Nossos estudos mostram que é possível elevar as alíquotas tributárias marginais no topo da distribuição de renda sem sacrificar o crescimento econômico”.

Além disso, a economista búlgara também afirma que “a capacidade de aumentar os gastos sociais também é essencial para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.  Esta fórmula é uma das que mais surpreende, por vir do organismo que se notabilizou há décadas por suas receitas econômicas de austeridade extrema, dedicadas especialmente aos países em desenvolvimento.

O artigo completo de pode ser lido clicando aqui.


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