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11 de junho de 2018, 16h07

Governo da Nicarágua fala em tentativa de golpe financiada pelos Estados Unidos

O presidente Daniel Ortega afirmou em pronunciamento que grupos ligados aos norte-americanos se infiltraram nas manifestações contra a reforma para derrubar seu governo

Foto: Wikimedia Commons

O governo da Nicarágua, do presidente Daniel Ortega, voltou a viver nestes últimos dias sob ameaça de oposição que, desde o início das manifestações de rua no país, usa de extrema violência. Novos protestos foram marcados para esta segunda-feira (11).

Apenas no último final de semana, duas pessoas foram mortas. Mais de 100 morreram desde o início das manifestações e uma rádio foi incendiada. De acordo com a polícia local, as duas vítimas que morreram na sexta-feira não tinham envolvimento com política e foram assassinadas por encapuzados das forças opositoras a Ortega.

O presidente, por sua vez, conclamou a população a ir às praças do país pedir por paz. De acordo com os sites locais, milhares de pessoas atenderam ao chamado, vestindo roupas brancas e rezando por dias melhores, neste domingo (10).

Segundo o governo de Ortega, nos últimos dias policiais foram sequestrados por forças da oposição e 4000 caminhões com alimentos e medicamentos foram impedidos de cruzar o país em razão de bloqueios nas estradas.

As manifestações contra o presidente foram desencadeadas contra a proposta da Reforma da Previdência apresentada pelo governo. No entanto, a insatisfação da oposição já vem de pelo menos sete anos. Em 2011, o líder da Frente Sandinista tirou o poder dos parlamentares da oposição.

O presidente Daniel Ortega afirmou em pronunciamento na televisão do país que grupos financiados pelos Estados Unidos se infiltraram nas manifestações contra a reforma para derrubar seu governo.

“Esses recursos financeiros vão para a conspiração, convertendo sua prática política em uma prática destrutiva” disse o presidente. “A oposição está se convertendo em um fator de desestabilização. O ódio parte dos líderes dos partidos, não dos meninos que vão para a rua protestar”, declarou Ortega.

Em maio, a Igreja Católica interveio para negociar a paz entre os dois lados e uma trégua chegou a ser anunciada. No entanto, a violência continuou em escala crescente do país da América Central.


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