No rastro do óleo do Nordeste
06 de novembro de 2019, 08h37

Governos de extrema direita cortam contribuições e deixam ONU à beira da falência

Entidade economiza luz, serviços de limpeza, água, horas extras, viagens entre outros serviços

Foto: Wikipedia/Commons

Uma grave crise econômica sem precedentes atinge a Organização das Nações Unidas (ONU). Em função disto, em sua sede, em Genebra, na Suíça, os elevadores estão fora de serviço, escadas rolantes desligadas, luzes e até mesmo o aquecimento apagado.

Nos corredores, um cartaz da administração alerta que nem todos os serviços de limpeza estarão funcionando.

A organização apelou, em setembro, para que os países fizessem os pagamentos de suas contribuições obrigatórias. Numa carta enviada aos governos de todo o mundo, a entidade alertou que estava prestes a ficar sem liquidez. Sem esse dinheiro, salários poderiam ser suspensos, além de interrupções em operações pelo mundo.

A crise, no entanto, de acordo com embaixadores, não é de dinheiro. Eles admitem que o problema é do multilateralismo, atacado por grandes potências. Nesta semana, o governo de Donald Trump anunciou sua saída do Acordo Climático de Paris. E, por horas, a ONU evitou criticar o maior doador de dinheiro da entidade.

Até o início de setembro, por exemplo, de acordo com a coluna de Jamil Chade, no UOL, o Brasil era o segundo maior devedor da ONU, acumulando pagamentos atrasados no valor de US$ 433,5 milhões para todas as áreas da entidade. Para o orçamento regular, a dívida seria de US$ 143 milhões.

Dados oficiais da secretaria-geral indicam que, nos oito primeiros meses do mandato de Jair Bolsonaro, o Palácio do Planalto não destinou nenhum centavo ao orçamento regular da entidade internacional, apesar de se tratar de uma obrigação. Bolsonaro só é superado pelo governo de Donald Trump no que se refere às dívidas.

Na carta, o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, explicou que a entidade vive sua pior crise de dinheiro na década.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum