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07 de julho de 2019, 13h16

Gregos vão às urnas em eleições gerais para escolher próximo governo

Pleito é decisivo para esquerda, que tenta se manter no poder com o premiê Alexis Tsipras; pesquisas indicam favoritismo da direita

Pleito é decisivo para esquerda, que tenta se manter no poder com o premiê Alexis Tsipras (à direita na imagem); pesquisas indicam favoritismo da direita; (Reprodução)

Por Opera Mundi 

A população grega vai às urnas neste domingo (7) em eleições parlamentares que decidiram qual partido irá liderar o país pelos próximos quatro anos. Marcado por um plano de austeridade e vários avanços sociais, o atual primeiro-ministro Alexis Tsipras, do partido de esquerda Syriza, busca se reeleger e derrotar o candidato estreante Kyriakos Mitsotakis, do partido conservador Nova Democracia (ND).

Entretanto, o ND aparece como favorito nas últimas pesquisas eleitorais divulgadas na última sexta-feira (05/07) com 40% das intenções de voto contra 28% do Syriza. Segundo a sondagem, se o partido conservador conquistar um resultado como esse nas urnas poderá obter até 165 assentos no Parlamento, superando os 151 necessários para se obter maioria na Casa que possui 300 cadeiras.

Ainda segundo as pesquisas, Fofi Gennimata, a candidata pela coalizão de centro-esquerda Kinal (sigla em grego para Movimento pela Mudança), que é majoritariamente formada pela legenda socialista Pasok, aparece em terceira colocada com 7,3% das intenções de voto. Em quarto lugar, o Partido Comunista da Grécia (KKE, na sigla em grego) soma 5,4% das intenções de voto, seguido pelo partido neonazista Aurora Dourada, que tem 3,95.

Poder

Crítico do governo de esquerda de Tsipras e adepto de um projeto neoliberal, Mitsotakis é um ex-banqueiro que nunca disputou uma eleição nacional, mas não é novo na política grega. Seu pai, Konstantinos Mitsotakis, foi primeiro-ministro do país entre os anos de 1990 e 1993, e sua irmã,  ministra das Relações Exteriores. O candidato pela ND já foi membro do Parlamento e ocupou o ministério da Reforma Administrativa durante o governo do ex-premiê Antónis Samarás, também da Nova Democracia, entre 2012 e 2014.

O fato de Mitsotakis se apresentar como “nova alternativa” durante sua campanha eleitoral foi criticado pelo atual premiê e seu partido, que acusam o conservador de representar a volta de antigas famílias ao poder, hegemonia que foi rompida com a vitória eleitoral de Tsipras em 2015.

A campanha de Kyriakos Mitsotakis foi baseada em criticar as medidas de austeridade impostas pelo governo do Syriza, visando conquistar o eleitoral da classe média que, segundo analistas, voltou as costas para o atual governo. Promessas como redução de impostos, ampliação de linhas de crédito e geração de emprego como substituto para “programas de assistência social” norteiam o percurso da Nova Democracia em busca da liderança no Parlamento.

O atual primeiro-ministro, o mais jovem a assumir o cargo na história do país, se baseia nos avanços conquistados durante seu governo e destaca que o período de austeridade já acabou. As eleições deste domingo foram antecipadas por Tsipras após obter maus resultados nas eleições europeias em maio, já que seu mandato terminaria em outubro deste ano.

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