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17 de fevereiro de 2020, 12h15

Greve dos petroleiros repercute no mundo enquanto mídia brasileira tenta esconder movimento

Ao contrário da omissão nos veículos das famílias que dominam as grandes empresas de mídia no Brasil, meios da Espanha, Venezuela, Argentina e dos Estados Unidos repercutem a luta dos trabalhadores da Petrobras

Página da IndustriALL Global Union (foto: reprodução)

Muitos brasileiros estão mal informados sobre a greve dos petroleiros, que já chegou ao seu 17º dia. Isso porque a mídia brasileira tenta ignorar o fato de que o assuntou já foi até tendência nas redes sociais. A Rede Globo, especialmente, tenta esconder o fato, e até manipular a opinião pública contra os trabalhadores.

Porém, fora do território brasileiro, a reperussão é bem diferente. Apesar de que a ausência de notícias na imprensa local também dificulte o trabalho dos correpondentes que cobrem o Brasil, alguns meios estrangeiros tem publicado notas sobre a paralisação, e algumas com mais profundidade que aquela que se autodenomina “imprensa objetiva”, os dos meios tradicionais brasileiros.

Por exemplo, o jornal espanhol El País publicou, em seu suplemento de economia, uma matéria falando sobre o início da greve e que se prolongará por tempo indeterminado. A matéria também explica que “a FUP (Federação Única dos Petroleiro), que representa 13 diferentes sindicatos, iniciou a paralisação devido ao fechamento de um fábrica no Paraná, que levará à demissão de cerca de 400 empregados, e pelo fato de a estatal descumprir o acordo de negociação coletiva ”.

Outro meio que está cobrindo a greve é a cadeia internacional TeleSur, com sede em Caracas. A emissora vem atualizando diariamente as informações sobre a greve, e inclusive já noticiaram o recente apoio dos caminhoneiros à cauda dos petroleiros.

A agência de notícias argentina Télam também noticiou a greve, e contou que ela “afeta 12 refinarias e quatro terminais, nos estados de Amazonas, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”.

Outro meio que destacou o fato é o site da IndustriALL Global Union, uma confederação internacional de trabalhadores industriais que representa cerca de 50 milhões de trabalhadores, em 140 países. Sua matéria sobre o tema afirma que “o governo do presidente Jair Bolsonaro apoia a privatização da Petrobras ”, e que “durante cinco anos, a companhia petrolífera cortou seus investimentos no Brasil em 50%, resultando na perda de 270 mil empregos, diretos e terceirizados”.

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