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13 de fevereiro de 2020, 10h52

Indiano que pensava estar com coronavírus se suicida para não contagiar sua família

Segundo o filho do falecido, Bala Krishna viu vários vídeos sobre a doença, e considerou que seus sintomas eram os mesmos, por isso tomou a decisão.

Bala Krishna, indiano que se suicidou achando que estava infectado com o coronavírus (foto: Kapook.com)

O episódio aconteceu há alguns dias. Bala Krishna era um camponês de 50 anos que vivia na cidade de Chittoor, região de Andhra Pradesh, no sudeste da Índia. Estava muito preocupado com as notícias que lia sobre o coronavírus, e começou a pesquisar tudo o que se publicava sobre a epidemia. Viu vídeos, leu notícias, até que começou a sentir alguns sintomas como febre e tosse, típicos de uma gripe.

No dia 5 de fevereiro, Krishna foi até o hospital da cidade vizinha, Tirupati, onde os médicos disseram que se tratava de uma infeção. Passaram a ele uma receita de medicamentos antivirais.

Com todas as informações que já tinha sobre o Covid-19 (novo nome que a OMS adotou para se referir à nova mutação do coronavírus), o trabalhador se mostrou desconfiado daquele diagnóstico, mas os médicos insistiram que não havia como provar que se tratava de um caso de coronavírus, apenas o aconselharam a usar uma máscara protetora, caso pretendesse tomar maiores cuidados com seu estado.

A versão dos médicos de que se tratava de uma simples infecção não convenceu Krishna, que manteve a certeza pessoal de que seu estado gripal era causado pelo coronavírus. Diante dessa situação, ao voltar para cara, ele proibiu que sua mulher e filhos de se aproximarem, a ponto de lançar pedras aos que tentaram fazê-lo.

Na madrugada desta segunda-feira (10), depois de quatro dias isolado em sua quarentena pessoal, Krishna fugiu de casa de madrugada, sem ninguém saber, e tomou a decisão de se matar, com a justificativa de que, assim, evitaria contagiar o resto da sua família. Foi até um cemitério próximo, levou uma corda, e a usou para se enforcar, pendurado em uma árvore.

Segundo Bala Murali, seu filho, o alarmismo causado pelas informações que encontrava nas redes sociais foi o que provocou sua decisão. “Meu pai continuava vendo vídeos todos os dias, tudo o que estava relacionado com o coronavírus, e sempre que o fazia, dizia que seus sintomas eram os mesmos, e que estava infectado com um vírus mortal”.

Murali também pediu ao governo da Índia que trabalhasse para criar mais conscientização nas pessoas sobre o coronavírus, e evitar o alarmismo. “Nosso único pedido ao governo, como família, é para criar consciência sobre entre as pessoas, para que ninguém mais morra como meu pai, devido à ignorância”, declarou o jovem.

Até o momento, a Índia já teve 3 casos confirmados de infecção por coronavírus, mas nenhum deles na região de Andhra Pradesh.


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