Insultos de Donald Trump a Nelson Mandela geram repúdio na África do Sul

Em um livro, ex-advogado pessoal revelou as opiniões do presidente estadunidense sobre o ícone da luta contra o apartheid: “destruiu o país e não era um verdadeiro líder”

O CNA (Congresso Nacional Africano, partido mais importante da África do Sul) publicou um comunicado nesta terça-feira (8) no qual disse “condenar enfaticamente” os comentários atribuídos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do ex-mandatário sul-africano Nelson Mandela.

O magnata estadunidense teria dito que Mandela “destruiu o seu país”, e também que “não era um verdadeiro líder”. Tais opiniões vieram à tona no livro “Disloyal” (“desleal”), escrito por Michael Cohen, ex-advogado pessoal de Trump.

Segundo o comunicado da CNA, “Trump é a pessoa mais divisionista, misógina e desrespeitosa que já ocupou o cargo de presidente nos Estados Unidos”. Em outro momento, a nota ironiza dizendo que “é natural que sua figura desagrade alguém como Trump, já que o presidente Nelson Mandela, símbolo da nossa luta contra a igualdade racial, contrasta fortemente com ele e a política que impõe em seu país”.

“O presidente Mandela compreendeu o valor da amizade internacional entre os países do mundo. A marca de um verdadeiro líder não é quantos inimigos ele cria, mas quantas amizades ele cultiva, mesmo quando há fortes diferenças de opinião”, enfatiza o CNA.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).

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