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11 de janeiro de 2020, 06h48

Irã admite que abateu avião ucraniano com míssil por engano

"A República Islâmica do Irã lamenta profundamente esse erro desastroso", escreveu o presidente iraniano Hassan Rouhani no Twitter

Equipes iranianas trabalham nos destroços do avião (Agência Fars)

Através de comunicado divulgado, neste sábado (11), através da TV estatal iraniana, o Irã admitiu que o avião ucraniano que caiu em seu território na última quarta-feira (8) foi derrubado por erro humano. A nota diz ainda que os responsáveis serão punidos.

“A República Islâmica do Irã lamenta profundamente esse erro desastroso”, escreveu o presidente iraniano Hassan Rouhani no Twitter, prometendo que os responsáveis pelo incidente seriam processados. “Meus pensamentos e orações vão para todas as famílias de luto.”

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, a principal autoridade da República Islâmica, foi informado sobre o abate acidental do avião ucraniano na sexta-feira e disse que as informações deveriam ser anunciadas publicamente após uma reunião do principal órgão de segurança do Irã, divulgou a agência de notícias estatal.

Uma declaração militar iraniana, a primeira a indicar a mudança de posição do Irã, disse que o avião havia voado perto de um local militar sensível pertencente à Guarda Revolucionária de elite.

A Ucrânia espera uma investigação completa, uma admissão total de culpa e compensação do Irã após a queda de um avião de passageiros ucraniano, disse o presidente ​Volodymyr Zelenskiy em comunicado.

No acidente, o Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines caiu cinco minutos após decolar do aeroporto Imam Khomeini, em Teerã. A aeronave, que decolou às 6h12 na hora local (23h42 de terça em Brasília) e seguia para Kiev, pegou fogo minutos após a decolagem. Todas as 176 pessoas a bordo morreram.

Entre as vítimas, havia 82 iranianos, 63 canadenses e 11 ucranianos. Boa parte dos passageiros faria uma conexão para um voo com destino ao Canadá.

Com informações da AFP e REUTERS na Folha

 

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