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04 de janeiro de 2020, 07h49

Irã fala em “ato de guerra” dos EUA e diz que tem direito à legítima defesa

"A resposta para uma ação militar é uma ação militar", disse à ONU o embaixador do Irã nas Nações Unidas, Majid Takht Ravanchi

Exploração de petróleo no Irã (Foto: AlJazeera)

Em carta enviada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na noite desta sexta-feira (3), o Irã subiu o tom contra os Estados Unidos por conta do bombardeio promovido pelos norte-americanos no Iraque, na quinta-feira (3), que assassinaram o general Qasem Soleimani, comandante da Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã.

De acordo com o embaixador do Irã nas Nações Unidas, Majid Takht Ravanchi, que assina a carta, seu país se reserva ao direito de legítima defesa. Ele afirma ainda que os Estados Unidos cometeram um “ato de guerra”.  “É um um óbvio exemplo de terrorismo de Estado e, como um ato criminoso, constitui uma violação grosseira dos princípios fundamentais do direito internacional”, declara.

Em um recado direto, Ravanchi ainda dispara: “A resposta para uma ação militar é uma ação militar”.

Bombardeio para “evitar guerra” 

Em declaração dada na tarde desta sexta-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o assassinato do general Qasem Soleimani deveria ter acontecido “há anos atrás” e que seu objetivo foi “evitar uma guerra”.

Reações

A ação militar comandada pelo presidente Donald Trump gerou grande preocupação global e fez o secretário-geral da ONU, António Guterres, emitir comunicado. Segundo ele, “o mundo não suportará uma nova Guerra do Golfo” e é o momento em que “os líderes mundiais devem mostrar toda a sua moderação”, para evitar o início de um conflito armado no Oriente Médio.

Já o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, classificou o assassinato do general como um “ato de terrorismo internacional dos EUA” e ressaltou que o país da América do Norte será responsável “por todas as consequências de sua aventura”.

Três bombardeios

A cidade iraquiana de Sinjar foi o alvo do terceiro bombardeio ocorrido no Iraque desde a noite de quinta-feira (2). Apenas nas últimas horas desta sexta-feira (3) foram registrados dois ataques aéreos por drones.

Segundo informações da agência Sputinik, Sinjar, localizada no noroeste do país, teria sido alvo de um ataque comandado pela Turquia com o objetivo de atingir grupos curdos que se localizam no Iraque. Não há registro de mortos. A agência ressalta que as explosões não foram confirmadas por fontes oficiais, mas foram divulgadas por meios locais.

Mais cedo, a cidade de Taji foi atacada por um drone comandado pelos Estados Unidos. A ação deixou ao menos seis mortos e três feridos. Especula-se que um dos líderes das Forças de Mobilização Popular (FMP), Hamid al Jazairi, está entre os mortos. Ele é o líder das Brigadas Khorasani, grupo com influência iraniana criado com o objetivo de combater o Estado Islâmico

O primeiro ataque, que causou preocupação mundial, aconteceu na noite de quinta-feira (2) nas imediações do aeroporto de Bagdá.

 

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