Itália trabalha em vacina específica contra a variante de Manaus do coronavírus

Diretor da empresa afirma que se baseia na suspeita de que a cepa identificada em Manaus seja resistente às vacinas já existentes; fase pré-clínica (com testes em animais) deve ser concluída em março

O surgimento de novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2 provocou alertas na comunidade científica, em meio ao início das campanhas de vacinação em quase todo o mundo. Ainda não há evidências de que essas variantes sejam resistentes às vacinas que estão sendo lançadas, mas alguns estudiosos afirmam que isso pode ser possível.

Devido à essa preocupação, a empresa italiana de biotecnologia Takis Biotech resolveu desenvolver uma vacina específica para a chamada “variante do Amazonas”, que tem esse nome porque seus primeiros casos foram identificados durante a mais recente crise de saúde no norte do Brasil.

Em entrevista à agência ANSA, o CEO da Takis, Luigi Aurisicchio, disse o projeto está avançando rapidamente, e poderia concluir sua etapa pré-clínica – com testes em animais – durante o mês de março. “Projetamos uma vacina ad hoc para a variante brasileira e estamos trabalhando em etapa pré-clínica. Os dados devem estar disponíveis dentro de aproximadamente um mês”, afirmou.

Aurisicchio explicou que o interesse por um produto específico para a variante manauara é a suspeita de que ela “é resistente à resposta imunitária induzida pelas vacinas” – em referência aos produtos que já estão sendo usados em campanhas de vacinação contra a covid-19.

O projeto da Takis, batizado Covid-eVax, é baseado em um fragmento de DNA que seria capaz de estimular a produção de uma determinada porção de proteína “spike”, usada pelo vírus para agredir as células humanas.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).

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