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22 de outubro de 2019, 16h26

Jogadores da seleção chilena criticam medidas neoliberais que motivaram os protestos no país

País governado por Sebastián Piñera é alvo de uma convulsão social, com intensas manifestações, desde a semana passada

O goleiro chileno Claudio Bravo (Reprodução)

Diferente dos jogadores brasileiros, que quase nunca se posicionam sobre questões que ultrapassam as quatro linhas de um campo de futebol, atletas da seleção chilena estão usando as suas redes sociais para tecer críticas ao governo Piñera e suas medidas neoliberais. Os jogadores lembram que as manifestações são resultado de equivocadas medidas econômicas.

“Eles venderam nossa água, eletricidade, gás, educação, saúde, aposentadoria, remédios, nossas estradas, florestas, o Deserto do Atacama, as geleiras, o transporte para a iniciativa privada. Algo mais? Não será muito. Não queremos um pouco de Chile. Queremos um Chile de todos. Chega”, declarou o goleiro Claudio Bravo.

Outro atleta da seleção chilena que se manifestou foi o meia Gary Medel. Através do Instagram, o jogador pediu providências do governo e que a paz seja restabelecida no país o quanto antes.

“Para uma guerra, são necessários dois lados e aqui estamos um povo e um país que querem crescer e avançar com igualdade. Não queremos mais violência ou excessos. Para isso, precisamos que as autoridades digam que mudarão para resolver problemas sociais. Eles nos falam sobre crimes, e não sobre soluções para o problema, quando grande parte do país se manifesta pacificamente”, escreveu o jogador.


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