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14 de junho de 2019, 22h35

Justiça britânica adia decisão sobre extradição de Assange para 2020

Os advogados do ativista aceitaram a nova data, mas solicitaram que a corte determine um juiz específico para a causa, e que o faça ainda este mês, como forma de dar mais transparência ao trâmite. Situação frustou expectativas do Departamento de Estado norte-americano.

Foto: Reprodução

O Tribunal de Belmarsh, na Inglaterra, decidiu nesta sexta-feira (14) estipulou o mês de fevereiro de 2020 como o prazo final para entregar a decisão sobre o pedido feito pelo governo dos Estados Unidos para extradição do ativista australiano Julian Assange.

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Assim, o fundador de WikiLeaks terá que esperar mais oito meses para saber sobre o seu destino. Da mesma forma, o Departamento de Justiça norte-americano também precisará aguardar para colocar suas mãos no homem que pretende julgar por “crime contra a segurança nacional”.

Os advogados do ativista aceitaram a nova data, mas solicitaram que a corte determine um juiz específico para a causa, e que o faça ainda este mês, como forma de dar mais transparência ao trâmite.

Vale lembrar que nesta quinta-feira (13), o ministro do Interior do Reino Unidos, Sajid Javid, assinou o pedido estadunidense, o que significa um apoio britânico à extradição de Assange para esse país, e não para a Suécia, outro país que pretende julgar o australiano – e que fez o pedido de extradição antes dos Estados Unidos.

Julian Assange ficou refugiado na Embaixada do Equador em Londres entre junho de 2012 até abril deste ano, quando perdeu o asilo político que lhe havia dado o governo do Equador. Dias depois de ser preso pelas autoridades britânicas, os Estados Unidos anunciaram um processo contra ele por suposta conspiração, crime contra a segurança nacional, violação da Lei de Espionagem e outras 14 acusações.

Segundo o diário inglês The Guardian, caso seja mesmo extraditado e condenado pelos tribunais estadunidenses, Assange poderia pegar uma pena de até 175 anos de prisão.


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