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12 de outubro de 2019, 16h45

Lenín Moreno militariza capital, mas protestos seguem fortes no Equador e “Fora Lenín” ganha força

Há 10 dias com fortes protestos, Equador registra 6 mortos, 86 desaparecidos, 937 feridos e 1121 presos políticos

Reprodução/Twitter

Pouco depois de dizer que pretende revisar o decreto 883, que eliminou subsídios que estavam estabelecidos no país há décadas, o presidente Lenín Moreno anunciou neste sábado (12) a militarização da capital Quito. Os protestos seguem intensos e o “Fora Lenín” começou a ganhar força nas mobilizações que anteriormente focavam principalmente no decreto e no chamado “paquetazo”, um conjunto de reformas econômicas neoliberais apresentado por Moreno e defendido pelo Fundo Monetário Internacional.

Depois de 10 dias de intensas manifestações, o presidente equatoriano finalmente anunciou que pretende rever o corte nos subsídios dos combustíveis. Anteriormente, Moreno se posicionava de forma irredutível e chegou a decretar estado de exceção para conter os protestos. Com o avanço das mobilizações, que envolve estudantes, indígenas e trabalhadores de diversos segmentos, o presidente teve que recuar.

No entanto, por volta das 16h, Moreno decidiu decretar toque de recolher em Quito para proceder com a militarização da capital e reprimir com mais força os manifestantes. “Decretei toque de recolher e a militarização do Distrito Municipal de Quito e dos vales. Entrará em vigor às 15h [17h de Brasília]. Isso facilitará o desempenho da força pública contra os excessos intoleráveis de violência”, publicou

Neste sábado, a capital foi mais uma vez palco de fortes enfrentamentos em meio a uma repressão policial cada vez mais dura. Manifestantes tem questionado qual o tipo de diálogo que Moreno propõe e o “Fora Lenín” vem ganhando espaço. Segundo a Defensoria do Povo, de 3 a 12 de outubro há registros de 6 mortos, 937 feridos e 1121 presos políticos. Movimentos sociais indicam que 86 pessoas estão desaparecidas.

 

Equador em Ebulição


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