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03 de julho de 2019, 08h23

Libertada Carola Rackete, capitã do navio humanitário Sea Watch 3

O juiz encarregado do inquérito preliminar recusou o pedido dos procuradores italianos para manter a prisão domiciliar e ressaltou que a capitã alemã estava “cumprindo o seu dever de salvar vidas”

Carola Rackete, uma das comandantes do Sea Watch 3 (Foto: Sea-Watch.org)

A capitã do navio humanitário Sea Watch 3, Carola Rackete, que foi detida no sábado (29) e estava em prisão domiciliar por ter atracado, sem autorização, na ilha italiana de Lampedusa, foi libertada nesta terça-feira por um juiz italiano.

O juiz encarregado do inquérito preliminar recusou o pedido dos procuradores italianos para manter a prisão domiciliar e ressaltou que a capitã alemã estava “cumprindo o seu dever de salvar vidas”.

Rackete foi presa neste sábado (29) após atracar na Sicília (Itália). Sua embarcação trazia 40 pessoas que foram resgatadas no Mar Mediterrâneo. A acusação é que ela teria violado uma lei estabelecida pelo ministro do Interior Matteo Salvini, que proíbe navios que tragam refugiados de atracar nos portos italianos.

“Não foi um ato de violência, apenas de desobediência”, disse a capitã em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera.

A decisão de Rackete de atracar na Sicília aconteceu após duas semanas de impasse nas negociações com as autoridades italianas. A cientista e marinheira alemã afirmou que a “era preciso arriscar a entrar no porto, porque a situação a bordo do navio estava mais desesperadora do que nunca”.

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Rackete não é a primeira comandante do Sea Watche 3 a ter problemas com a Justiça italiana, desde o começo do ano. Sua colega Pia Klemp aguarda sentença pelo mesmo motivo: violar as leis de Salvini contra os que trabalham no resgate de refugiados no Mediterrâneo.

Segundo essa nova legislação, ambas correm o risco de pegar penas que vão desde multas altíssimas ou mesmo prisão – que poderia chegar até os 20 anos.

Apoio de outros países

No sábado (29), o governo francês, que recebeu 10 dos 40 migrantes do Sea Watch 3, declarou que  “a política italiana de fechamento de portos era contrária à lei marítima”.

Já o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, teceu críticas ao governo italiano. “Esperávamos que um país fundador da Europa pudesse lidar com isso de forma diferente”.

A política imposta por Salvini também prevê a apreensão do navio humanitário e uma multa de 50 mil euros.

Com informações do Público

 


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