Entrevista exclusiva com Lula
29 de novembro de 2019, 22h59

Líder do golpe na Bolívia anuncia que participará das próximas eleições

Luis Fernando Camacho anunciou nesta sexta-feira que vai se postular à presidência; Evo Morales está impedido de concorrer

Camacho (ao centro) se ajoelha com a Bíblia após invadir o Palácio do Governo na Bolívia - Foto: Reprodução/Twitter

Luis Fernando Camacho, uma das principais figuras do golpe que derrubou o ex-presidente Evo Morales na Bolívia, anunciou, nesta sexta-feira (29), que irá se candidatar nas próximas eleições, que devem acontecer em janeiro. Camacho não concorreu em outubro, quando Morales venceu em primeiro turno, mas se apresentou como um dos comandantes do levante de extrema direita, que promoveu episódios de violência contra lideranças políticas do MAS, partido de Evo.

O anúncio de Camacho foi feito pelo Twitter em publicação que anunciou sua renúncia ao Comitê Cívico de Santa Cruz. “A partir de hoje, começamos a trabalhar em um projeto para um país melhor. É um desejo servir com todas as minhas forças para ver meu país unido e livre. Agradeço ao povo boliviano por sua confiança em liderar a nobre instituição do Comitê de Santa Cruz. Deus abençoe a Bolívia!”, declarou, ao publicar documento que afirma com todas as letras que tomou a “decisão de se candidatar à presidência da Bolívia nas próximas eleições nacionais”.

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Apesar de não ter se apresentado nas últimas eleições, Camacho emergiu na cena política ao reivindicar que as urnas foram fraudadas naquele 10 de outubro que elegeu Morales a um quarto mandato. Foi ele quem invadiu o Palácio Quemado (sede do Executivo boliviano), com uma bíblia, na noite em que Morales foi forçado a renunciar e disse que “a bíblia voltou ao poder neste país”.

Próximo do Itamaraty, Camacho já se reuniu pessoalmente com o chanceler Ernesto Araújo, em maio. Logo após o encontro, ele afirmou a aliados que conseguiu “compromisso pessoal e governamental do chanceler Ernesto Fraga Araújo” contra uma nova reeleição de Evo Morales na Bolívia.

Camacho também é visto como o comandante de um exército de robôs nas redes sociais que espalha fake news e promove as mensagens do líder opositor.


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