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07 de janeiro de 2020, 13h05

Líder do Podemos chora após o partido chegar ao poder pela primeira vez na Espanha

Pablo Iglesias, que surgiu como figura pública em 2010 como líder do Movimento dos Indignados, assumirá a vice-presidência de Assuntos Sociais, e seu partido terá quatro ministérios.

Foto: reprodução Twitter.

Dez anos depois de se levantar como um dos principais líderes do Movimento dos Indignados, com a ocupação da chamada Puerta del Sol (setor histórico do Centro de Madri), o jovem político progressista Pablo Iglesias chegou ao poder.

A oficialização do segundo mandato de Pedro Sánchez, nesta terça-feira (7), só foi possível graças à aliança entre o PSOE (Partido Socialista Operário da Espanha) de Sánchez com o Unidas Podemos, uma coalizão que congrega a Esquerda Unida (a velha esquerda espanhola, incluindo o Partido Comunista) e o Podemos, partido criado por Iglesias a partir dos apoiadores do Movimento dos Indignados.

Após a cerimônia na qual o Congresso espanhol oficializou o início do novo governo – graças a uma votação onde a aliança de esquerda venceu por 167 votos a favor e 165 contra –, Iglesias não segurou a emoção. Seu choro em plenário foi um dos destaques da transmissão dos canais de televisão locais durante esta manhã.

Neste novo governo de Sánchez, o Podemos terá 5 cargos de alta relevância. O próprio Pablo Iglesias terá o mais importante deles: será vice-presidente de Assuntos Sociais, uma das três vice-presidências do país – as outras são a vice-presidência de Governo e a vice-presidência de Relações Exteriores.

Os outros cargos de destaque serão quatro ministérios: Igualdade, que será ocupado por Irene Montero, Trabalho, que será de Yolanda Díaz, Consumo, sob a administração de Alberto Garzón, e Universidades, que será responsabilidade do renomado sociólogo e economista Manuel Castells.


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