Fórumcast #19
20 de março de 2019, 15h38

Liderança da extrema direita italiana que faz campanha antivacinas pega catapora

Fedriga havia classificado como “stalinista” o programa italiano de vacinas obrigatórias contra 12 doenças. Catapora era uma delas

Foto: Redes Sociais

O principal porta-voz do movimento antivacinas na Itália, o político de extrema direita Massimiliano Fedriga, teve que ser internado e passou cinco dias em um hospital, após contrair catapora.

“Ironicamente”, segundo o jornal italiano La Repubblica, “ele contraiu uma das doenças de cuja vacina pedia o fim”, a catapora.

“Estou bem, estou me recuperando em casa”, escreveu ele nesta terça-feira (19) em suas redes sociais, depois de passar vários dias sob vigilância médica. Agora, Fedriga, que é o presidente da região Fruili-Venezia Giulia, diz que não apoiará mais movimentos antivacinação.

“Eu sempre disse que sou a favor das vacinas, mas, para obter resultados, você tem que entrar em acordo com as famílias, não se impor”, disse Fedriga, observando que seus filhos foram vacinados. “Então, por que ele não era?”, questiona o diário, na Itália.

Político do primeiro escalão da Liga, partido de extrema direita da Itália, que tem como líder Matteo Salvini, ministro do Interior, Fedriga havia classificado como “stalinista” o programa de vacinas obrigatórias contra 12 doenças, estipulado em seu país em 2017.

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Hesitação sobre vacinas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a “hesitação sobre vacinas” como uma das maiores ameaças à saúde mundial neste ano.

“Para mim, isso é espantoso”, disse Gregory Poland, diretor do grupo de pesquisa de vacinas na Mayo Clinic, em Rochester, Minneapolis. “E mostra a magnitude do problema”.

A despeito das provas claras de que as vacinas são efetivas e seguras, algumas pessoas ainda optam por não participar da vacinação ou por não permitir que seus filhos o façam, o que contribuiu para uma disparada nos casos de sarampo em todo o mundo.

Há diversas razões para a hesitação quanto a vacinas: preocupação com efeitos colaterais, preço, objeções morais ou religiosas, temores quanto a uma suposta conexão com o autismo (já negada), e falta de conhecimento sobre imunizações.

Com informações da Folha


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