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18 de janeiro de 2019, 09h23

Lobista de Bolsonaro nos EUA promove encontro entre Olavo de Carvalho e Steve Bannon

Em encontro promovido por Gerald Brant, Olavo e Bannon falaram sobre o governo Bolsonaro e marcaram novos encontros.

À esquerda, Gerald Brant com Eduardo e Jair Bolsonaro no Council of Foreing Relations em 2017. À direita, Olavo de Carvalho e Steve Bannon, na noite desta quinta-feira (18). (Reprodução/Redes Sociais)

Lobista de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos, Gerald Brant promoveu na noite desta quinta-feira (17) um inusitado encontro entre o guru intelectual do clã, Olavo de Carvalho, e o ex-estrategista de Donald Trump na Casa Branca, Steve Bannon.

Segundo reportagem da jornalista Beatriz Bulla, na edição desta sexta-feira (18) d’O Estado de S.Paulo, Bannon esteve na casa de Olavo, no Estado da Virgínia, por três horas e combinaram novos encontros.

Idealizador da aliança internacional de ultra-direita O Movimento, Steve Bannon atuou como consultor “informal” na campanha de Bolsonaro e, por meio do filho, Eduardo Bolsonaro (PSL/RJ) vem construindo uma diplomacia paralela com governos conservadores do mundo.

Na visita a Virgínia, Bannon recebeu um DVD com o documentário “O Jardim das Aflições”, sobre a vida e a obra de Olavo de Carvalho. Ele também saiu carregando uma cópia de livro com o debate entre Olavo de Carvalho e o russo Alexandre Duguin. Produtor do filme, o cineasta Josias Teófilo fotografou o encontro.

Segundo Gerald Brant, a conversa do americano com Olavo de Carvalho passou por assuntos como a situação atual do Brasil, o que consideram ameaças da China ao Ocidente e trocas de opinião sobre livros e filósofos. Bannon também contou experiências de sua época na Casa Branca.

Lobista do clã Bolsonaro
Filho de mãe americana e pai brasileiro, Brant – da tradicional família mineira Brant, vizinha de Juscelino Kubitcheck em Diamantina – foi quem levou Bolsonaro e os filhos para os Estados Unidos.

Em 2017, ele levou o clã Bolsonaro para um tour entre representantes da extrema-direita nos Estados Unidos. Entre os compromissos, Bolsonaro teve uma reunião reservada na sede do Council of Foreing Relations. Entre analistas e investidores do mercado financeiro, Bolsonaro prometeu deixar as ideias de um nacionalismo econômico de lado para abraçar de vez a defesa do liberalismo, que angariou apoio de direitistas que atuam no sistema financeiro para sua campanha.

O brasileiro-americano de 45 anos frequenta a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos e o Conselho das Américas por conta de seu trabalho. De estilo discreto, ele trabalha como diretor na empresa de investimentos Stonehaven em Manhattan, no seio do mercado financeiro. Passou por NewOak e o banco Merrill Lynch.

Com informações dos jornais O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.


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