Luis Arce: entrega de auxílio contra a fome será primeira medida na Bolívia

Presidente eleito da Bolívia disse que “esta é uma questão central para o nosso modelo, garantir o bem-estar e fortalecer a demanda interna por meio da transferência de renda”

O economista Luis Arce ainda não foi confirmado oficialmente como presidente eleito da Bolívia, já que ainda falta a conclusão da apuração, mas até seus adversários eleitorais já o tratam como tal, e nesta segunda-feira (19) ele também passou a falar do seu futuro governo como fato consumado.

O primeiro anúncio do futuro mandatário boliviano reafirmou a sua principal promessa de campanha: criar um auxílio mensal à população mais pobre, para conter os efeitos da pandemia do coronavírus, que vem gerando desemprego e fome no país.

Segundo Arce, “é inclusive uma medida fácil de fazer, porque o projeto já foi aprovado no Congresso, mas o governo (da ditadora Jeanine Áñez) se recusou a assinar, como faz com outras iniciativas legislativas dos opositores da sua gestão”. Vale destacar que Áñez alega “falta de recursos” para entregar a contribuição aprovada, informação que é contestada pelo MAS (Movimento Ao Socialismo, partido de Arce e do ex-presidente Evo Morales).

Arce venceu as eleições deste domingo (18) com 52% dos votos, contra 31% do segundo colocado, o jornalista neoliberal Carlos Mesa. O ultraconservador Luis Fernando Camacho, candidato apoiado por Jair Bolsonaro, foi o terceiro, como 20%.

Em coletiva realizada nesta segunda, Arce se mostrou cauteloso sobre seu futuro governo, e disse que ainda prefere “esperar os resultados finais”, mas aceitou falar sobre as promessas mais repetidas de sua campanha, que fazem parte do projeto de retomar a fórmula política impulsionada pelo MAS durante 13 anos.

“(O combate à fome) é uma questão central para o nosso modelo, garantir o bem-estar e fortalecer a demanda interna por meio da transferência de renda”, justificou o economista.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).

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Renato Rovai
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