Luis Arce deve assumir a presidência da Bolívia na semana em que Golpe de 2019 cumprirá um ano

Autoridade eleitoral boliviana prevê que a posse do presidente eleito será “na primeira quinzena de novembro”. Militares derrubaram governo de Evo Morales no dia 10 de novembro, e impuseram a ditadora Jeanine Áñez no dia 12

Concluídas as eleições presidenciais e proclamada oficialmente a vitória do economista Luis Arce, do MAS (Movimento Ao Socialismo), foi a vez do TSE (Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia) informar quais serão os próximos passos da transição política no país. E ao parecer não estão longe.

Segundo o presidente do órgão, Salvador Romero, a posse de Arce e dos deputados e senadores eleitos neste domingo (18) acontecerá “na primeira quinzena de novembro” – mas sem especificar uma data.

Ainda assim, a previsão de uma posse na primeira semana de novembro traz como curiosidade o fato de que se dará muito próximo das datas em que o golpe de Estado aconteceu em 2019: a derrubada de Evo Morales por parte das Forças Armadas aconteceu no dia 10 de novembro, e dois dias depois os mesmo militares impuseram Jeanine Áñez na presidência.

Romero deu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (19), no qual também fez um balanço das eleições. “Mostramos que a Bolívia tem uma democracia muito mais sólida e firme, baseada em alicerces mais seguros do que a que tínhamos antes”, comentou.

Também informou que, segundo as informações do TSE, 87% dos cidadãos com direito a voto participaram das eleições, superando o recorde registrado no pleito de 2005 (o primeiro vencido por Evo Morales), quando a participação foi de 82%.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).

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Renato Rovai
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