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03 de outubro de 2019, 16h35

Lula exalta Putin e diz que Brasil pode deter “a loucura” de Trump

"Brasil pode ser um país protagonista da política internacional, sabe? E uma coisa que me deixa orgulhoso é o papel que cumpre Putin na história mundial. O mundo não pode ser tomado como refém pela política estadunidense, pela loucura de Trump", declarou Lula à rede Russia Today

Reprodução/YouTube

O ex-presidente Lula concedeu entrevista exclusiva à rede Russia Today, na qual tratou, principalmente, de geopolítica. Em prévia divulgada pelo canal russo nesta quinta-feira (3), Lula comenta sobre o papel do presidente Vladimir Putin e do Brasil na contenção dos avanços do Estados Unidos, fala sobre a questão da intervenção na Venezuela e a crise no Peru. A conversa completa vai ao ar no programa Entrevista da emissora.

“O Brasil é muito grande, o Brasil pode ser um país soberano. O Brasil pode ser um país protagonista da política internacional, sabe? E uma coisa que me deixa orgulhoso é o papel que cumpre Putin na história mundial. O mundo não pode ser tomado como refém pela política estadunidense, pela loucura de Trump, a loucura de um presidente estadunidense que acha que pode invadir qualquer país, matar qualquer presidente, sabe? Alguém precisa detê-lo! E o Brasil pode detê-lo”, declarou o ex-presidente.

Durante os governos de Lula e Dilma, o Brasil aparecia como uma potência emergente no cenário global. Ao lado de Rússia, China, Índia, Lula fundou o grupo BRIC, que posteriormente agregou a África do Sul e mudou a sigla para BRICS. No período, o país conquistava feitos como a direção de dois órgãos da ONU ao mesmo tempo – a FAO, com José Graziano, e o OMC, com Roberto Azevêdo.

Venezuela e Peru

O ex-presidente também comentou sobre a questão da Venezuela e do Peru. Sobre o país liderado por Nicolás Maduro, Lula voltou a criticar as tentativas de intervenção: “Não estou de acordo com a intromissão estadunidense, a intromissão brasileira, a intromissão colombiana, qualquer que seja a intromissão, tratando de governar um país soberano. Inventando um candidato, sabe? Inventam uma mentira como Guaidó, sou totalmente contra isso. Essa é uma coisa que todo país democrático deve assumir”.

Quanto à crise política do Peru, marcada pela dissolução do Parlamento e a declaração de vacância do presidente Martin Vizcarra, Lula disse que a saída é a convocação de eleições gerais. “Só há uma forma de resolver isso, se chama democracia. Então, se a situação do Peru é ruim, que sejam convocadas novas eleições”, disse.

 


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