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27 de Maio de 2019, 14h38

Maduro provoca Trump ao anunciar “investimento imediato” na empresa chinesa Huawei

O investimento venezuelano acontece após o governo estadunidense impor um veto a se fazer negócios com a empresa Huawei, acusada pelo próprio presidente Donald Trump do delito de espionagem industrial

Nicolas Maduro (Arquivo)

Por Victor Farinelli, de Valparaíso, no Chile

Mais parece provocação – e uma bastante perigosa, tendo em vista o seu difícil contexto político e econômico atual. E é. O fato é que o governo da Venezuela anunciou um “investimento imediato na tecnologia dos nossos irmãos chineses”, como descreveu o presidente Nicolás Maduro, em um ato junto com militares, no centro histórico de Caracas.

Segundo o mandatário venezuelano, a iniciativa visa melhorar o desempenho da rede 4G, que apresenta problemas até mesmo nas principais cidades do país petroleiro. “A tecnologia da Huawei, da ZTE e de todas as empresas chinesas e russas nos ajudam a elevar as capacidades de todo o nosso sistema de comunicações”, declarou Maduro.

O investimento venezuelano acontece após o governo estadunidense impor um veto a se fazer negócios com a empresa Huawei, acusada pelo próprio presidente Donald Trump do delito de espionagem industrial – razão pela qual as empresas do país norte-americano, como a Qualcomm e a Google, deixaram de fornecer seus componentes e serviços aos celulares da marca chinesa.

Ao anunciar sua medida, Maduro comentou o veto do governo estadunidense à Huawei, o qual classificou como “uma agressão provocada pelo medo a perder a hegemonia tecnológica”.


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