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22 de junho de 2019, 21h43

Merkel diz que Alemanha deve combater extrema-direita “com vigor” após assassinato

Aliado regional de Merkel defensor de políticas pró-imigrantes foi morto no começo do mês com um tiro na cabeça; extremista suspeito foi preso no dia 17

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou neste sábado (22) que a Alemanha deve combater com vigor o extremismo de direita, após o assassinato de um proeminente político, informou hoje a agência de notícias Reuters.

A prisão de um homem suspeito de ser simpatizante de extrema direita pelo assassinato de Walter Luebcke, um aliado regional de Merkel conhecido por seus pontos de vista pró-migrantes, chocou a Alemanha e aumentou a pressão por uma resposta mais proativa do governo contra os extremistas anti-migrantes.

Ao discursar durante um encontro anual de igrejas protestantes em Dortmund, Merkel disse que o extremismo de direita deve ser combatido “sem nenhum tabu”.

“Do contrário, teremos uma completa perda de credibilidade”, disse. “Caso contrário, teremos uma perda total de credibilidade”, disse ela, acrescentando que o governo levou a questão “muito, muito a sério”. Seu ministro do Interior, Horst Seehofer, fez comentários semelhantes na semana passada.

A Alemanha conta com cerca de 12.700 radicais de direita considerados potencialmente perigosos, segundo dados da agência de inteligência interna, BfV. Uma pesquisa do instituto Civey apontou que 60% dos alemães acreditam que o governo está fazendo pouco para contê-los.

Lübcke, chefe do governo distrital de Kassel, no estado de Hesse, foi morto com um tiro na cabeça à queima-roupa na sacada de sua casa.

Um homem identificado pela polícia como Stephan E., 45, foi detido no fim da semana após seu DNA ter sido encontrado no local. Segundo a polícia, ele era registrado como radical da extrema-direita nos anos 1980 e 1990.


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