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15 de julho de 2019, 17h55

Ministro britânico garante que Assange não será estraditado para país com pena de morte

Asilo político dado pelo Equador ao fundador do WikiLeaks foi revogado em abril

Foto: Reprodução

O ministro britânico para as Américas e Europa, Alan Duncan, assegurou nesta segunda-feira (15) que Julian Assange não será extraditado para nenhum país que tenha pena de morte. O acordo foi firmado com o ministro equatoriano dos Negócios Estrangeiros, José Valencia, após uma reunião.

Em coletiva à imprensa, Duncan disse que o Reino Unido está garantindo os devidos cuidados nos casos que envolvem o fundador do Wikileaks. O ministro britânico também declarou está preocupado com a saúde de Assange e que seu país não permitirá que ele seja extraditado. “Não permitiríamos que ele fosse extraditado onde pudesse enfrentar a pena de morte”, disse Duncan.

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O Equador revogou o asilo diplomático do ativista australiano em 11 de abril e, desde então, ele está sob o controle do sistema judiciário britânico, que o condenou por violar medidas impostas a ele em 2012. O ativista foi acolhido na embaixada equatoriana em Londres por quase sete anos, mas agora processa o país sul-americano por violações de direitos humanos.

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“Foi uma decisão soberana do Equador adotada com base na lei equatoriana e nos tratados internacionais que regem o asilo diplomático”, explicou José Valencia. O chanceler ainda admitiu que o governo equatoriano recebeu perguntas de relatores internacionais e que foram respondidas da forma devida.


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