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16 de novembro de 2019, 18h00

Movimento social chileno repudia acordo constitucional de Piñera e convoca nova greve geral

Entidade diz que acordo foi feito “entre quatro paredes e de costas para o povo”. Ainda, reivindica uma nova assembleia constituinte "com igualdade de gênero e de caráter plurinacional"

Reprodução

O movimento chileno Mesa de Unidade Social, que organiza as assembleias populares no Chile, divulgou neste sábado (16) um comunicado sobre o acordo entre o governo chileno e parte da oposição para realizar um plebiscito que criaria uma nova constituição.

No documento, a entidade que reúne mais de 200 organizações sociais e sindicais de defesa dos direitos humanos critica o acordo feito entre os políticos, que foi apelidado pejorativamente de “cozinha constitucional”, e que consideram ter sido feito “entre quatro paredes e de costas para o povo”.

O comunicado também afirma que “só faz sentido resolver a situação que vivemos atualmente se for através de uma assembleia constituinte comprometida com a ruptura do modelo neoliberal imposto na ditadura, e conservada durante governos de direita e de centro-esquerda ao longo de 30 anos de democracia”.

A Mesa de Unidade Social também propõe que a solução seja “uma assembleia constituinte com igualdade de gênero e de caráter plurinacional”. Este último aspecto significa o reconhecimento da autonomia como nação dos povos originários e garantindo sua igualdade na conformação dos membros.

Outra exigência do movimento é a criação de uma comissão da verdade para investigar as violações aos direitos humanos cometidas desde o dia 18 de outubro, quando se iniciou a convulsão social no país com a primeira grande manifestação contra o presidente Sebastián Piñera. Segundo a entidade, houve mais de 40 mortes durante o período, 37 casos de estupro, 221 casos de perda de visão de forma parcial ou total, mais de 500 casos de tortura e mais de 26 mil detenções.

A Mesa de Unidade Social ainda convocou uma greve geral para a próxima semana, mas ainda sem data definida – especula-se que aconteceria na terça-feira (19). A última greve geral no país aconteceu na terça passada (12) e mobilizou mais de um milhão de pessoas em Santiago e todas as capitais regionais do país, além de paralisar todos os portos, aeroportos e aduanas chilenas.

Confira o comunicado:

Comunicado Unidad Social


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