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20 de julho de 2019, 12h12

Na Argentina de Macri, a “uberização” do trabalho atinge até os mais idosos

Foto de senhor de idade argentino trabalhando como entregador de aplicativo resume a falácia sobre os méritos na flexibilização da seguridade social e dos direitos trabalhistas

Reprodução/C5N

A imagem de um idoso argentino de 78 anos trabalhando para um aplicativo de delivery, veiculada pelo canal C5N, viralizou nas redes sociais e fortaleceu a discussão sobre o fracasso das políticas econômicas de Maurício Macri na Argentina.

“Às vezes vou caminhando quando o peito começa a doer após pedalar mais de 15 km todo o dia para receber 150 pesos”, afirmou o idoso da cidade de Caseros ao canal C5N. “Com isso, eu alimento a minha esposa, porque a aposentadoria vai toda em remédios”.

Sem alternativa, o senhor de idade se juntou às massas de desempregados que faz o que é preciso para sobreviver no país afundando em um caos econômico com um governo que não tem a capacidade de oferecer uma vida digna aos seus cidadãos em maior vulnerabilidade.

Conforme notícia o Diario Registrado, “com o macrismo as flexibilizações trabalhistas cresceram muito: o alto desemprego somado às facilidades que o governo oferece a empresários e não aos trabalhadores, gerou um aumento do trabalho informal e precário”.

Alçado pela direita argentina, e ovacionado pela brasileira, como salvador da pátria, o presidente argentino afundou o país em uma crise econômica, precisando até mesmo recorrer ao outrora distante fantasma do Fundo Monetário Internacional.

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Em ano de eleição, a foto de um senhor de idade tendo que trabalhar como entregador para aplicativos – o que por si só já traz uma enorme discussão sobre a precarização do trabalho – certamente ajuda a desconstruir o argumento de que a flexibilização na seguridade social e em direitos trabalhistas é um bom caminho a seguir.


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