Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
15 de março de 2019, 12h27

Na internet, atirador da Nova Zelândia se descreve como “etnonacionalista e fascista”

No manifesto, o australiano Brenton Tarrant conta que levou dois anos planejando o ataque, e que sua intenção é fazer com que menos pessoas queiram migrar para "terras europeias"

Brenton Tarrant, que cometeu atentado na Nova Zelândia (Reprodução/ Twitter)

Em manifesto de 70 páginas divulgadas nas redes sociais antes do ataque, o australiano Brenton Tarrant – que realizou ataques a tiros em uma das mesquitas da Nova Zelândia, no atentado que deixou ao menos 49 mortos – se descreve como “etnonacionalista e fascista” e diz que não há lugar seguro no mundo.

Leia também: Atiradores matam ao menos 49 em mesquitas na Nova Zelândia; ataque foi transmitido ao vivo por matador

No manifesto, Tarrant conta que levou dois anos planejando o ataque, e que sua intenção é fazer com que menos pessoas queiram migrar para “terras europeias” e “mostrar aos invasores que nossas terras nunca serão as terras deles, enquanto um homem branco viver, e que eles nunca irão substituir nosso povo”.

Tarrant transmitiu ao vivo, pelo Facebook, as cenas de um ataque com armas a uma mesquita. O vídeo foi gravado com uma câmera presa no capacete. Nas imagens, o atirador invade a mesquita com uma arma de grosso calibre e atira contra as pessoas. Ele dá tiros pelas costas e também em vítimas que já estavam caídas no chão. As cenas também mostram disparos à queima-roupa.

O atirador disse ser “um homem branco comum, de uma família comum”, que nasceu na Austrália em uma família trabalhadora e de baixa renda, além de ressaltar sua origem europeia. “As origens da minha língua são europeias, minha cultura, minhas crenças filosóficas, minha identidade é europeia e, mais importante, meu sangue é europeu”, escreveu, apontando vir de uma linhagem de escoceses, irlandeses e ingleses.

No manifesto, Tarrant diz que escolheu ChristChurch como alvo há três meses. “Eu só vim para a Nova Zelândia para viver temporariamente enquanto eu planejava e treinava, mas logo vi que o país era um alvo”, escreveu.

Nossa sucursal em Brasília já está em ação. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Saiba mais.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum