sexta-feira, 25 set 2020
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Na Venezuela, seguranças de Guaidó foram presos tentando vender fuzis das forças armadas

O ministro de Comunicação e Informação venezuelano, Jorge Rodríguez, divulgou neste sábado (13) que dois seguranças do líder opositor da Venezuela, Juan Guaidó, foram presos tentando vender cinco fuzis roubados das forças armadas do país.

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O armamento roubado foi utilizado no final de abril, durante a última tentativa de golpe contra o governo de Nicolás Maduro. Guaidó é presidente da Assembleia Nacional venezuelana e se autoproclamou “presidente encarregado” do país no começo de 2019.

A operação foi coordenada pelo Ministério Público e, além dos cinco fuzis AK-103, foram confiscados dez carregadores que pertenciam à Guarda do Palácio Federal Legislativo. Os materiais seriam vendidos por 35 mil dólares.

Durante uma transmissão em rede nacional, o ministro mostrou fotos, vídeos e áudios que apontavam Erick Sánchez e Jason Parisi Castrillo como guarda-costas de Guaidó. Sánchez, que tem credenciais da Assembleia Nacional, teria confirmado que trabalha com o “presidente encarregado” há três meses.

Castrillo é treinador em uma academia de escoltas que se transferiu para o Peru. No trabalho, ele utiliza técnicas policiais baseadas nas Unidades de Armas e Táticas Especiais (SWAT) dos Estados Unidos.

Ambos foram vistos mais de uma vez fazendo a segurança de Guaidó. Junto com eles, foi preso em flagrante Eduardo Javier García, primo de Sánchez.

Guaidó criticou o governo e o acusou de ter “sequestrado” os dois membros de sua equipe com o objetivo de prejudicar a sua segurança e solicitou uma resposta das Nações Unidas e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. “A ditadura teme uma saída da crise. Sua natureza e divisões são o maior obstáculo para uma solução política e pacífica. Forças Armadas e comunidade internacional: aumentar a tensão em todos os tabuleiros é a única forma de mudar Venezuela”, afirmou o oposicionista em sua conta no Twitter.

O governo de Maduro disse que apresentará as provas na mesa de diálogo com a oposição na Ilha de Barbados e garantiu que teria outros dados de uma investigação que já dura mais de um mês, cujo trabalho teria revelado vários delitos dos opositores.

“Não pode ser que estejamos em uma mesa de diálogo permanente para sustentar um processo e uma coexistência pacífica e o círculo mais próximo a Juan Guaidó possuir armas que pertencem à República Bolivariana da Venezuela para proteger o povo, não para atentar contra ele”, destacou o ministro.

Redação
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