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15 de dezembro de 2019, 11h28

“Não deu em nada”, diz Ricardo Salles sobre a COP-25

Extremamente criticado, o governo brasileiro, representado por Salles, atrasou a aprovação de um acordo mínimo ao se negar a reconhecer papel do oceano no clima

Reprodução/Twitter

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, divulgou um vídeo no Twitter, neste domingo (15), afirmando que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-25), encerrada com um atraso de dois dias em Madri, na Espanha, “não deu em nada”.

“COP 25 não deu em nada. Países ricos não querem abrir seus mercados de créditos de carbono. Exigem medidas e apontam o dedo para o resto do mundo, sem cerimônia, mas na hora de colocar a mão no bolso, eles não querem. Protecionismo e hipocrisia andaram de mãos dadas, o tempo todo”, disse Salles.

Os representantes dos países da COP 25 chegaram a um acordo mínimo na manhã deste domingo após um intenso debate que, por falta de consenso, fez o encontro se estender por dois dias além do esperado. O texto aprovado, intitulado,  “Chile-Madri, hora de agir”, determina que os países apresentem em 2020 compromissos mais ambiciosos para reduzir as emissões de gases poluentes, que impactam na mudança do clima, e que cumpram as metas estabelecidas junto ao Acordo de Paris sobre o clima, de 2015.

Extremamente criticado pelas outras nações por conta da política ambiental do atual governo, o Brasil foi um dos principais entraves na aprovação do texto, que para críticos ainda é muito limitado. Ricardo Salles queria que fossem retirados dois parágrafos sobre o papel dos oceanos e do uso da terra no clima global. Após muita relutância e diante do apelo dos outros países, o Brasil, então, cedeu e o acordo mínimo foi aprovado.

Prêmio Fóssil Colossal 

Criticado pelo aumento das queimadas e pelas postura anti aquecimento global, o Brasil levou para casa o insólito troféu “Fóssil Colossal” na COP-25 durante as atividades de sexta-feira (13)).

“O prêmio foi dado ao Brasil porque o país deixou de ser referência na COP”, disse à TV Globo o ativista Kevin Buckland, porta-voz da Rede Internacional de Ação Climática (CAN), responsável pela “premiação”. “Nos últimos anos ele teve um trabalho excelente na redução de suas emissões, mas agora vemos surgir violações nos direitos humanos e a destruição em massa da floresta Amazônica”, completou.

O Brasil foi acusado de estar atuando junto dos Estados Unidos, da Austrália e da Arábia Saudita com o objetivo de frear os avanços na COP-25 depois de anos atuando como promotor de esforços coletivos para a proteção do meio ambiente. O ministro de Meio Ambiente da Costa Rica, Carlos Rodriguez, considerou “inaceitável” a postura desses países, dizendo que trataram de colocar em primeiro lugar questões econômicas.

 


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