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31 de março de 2019, 09h57

“Não está previsto declarar”, diz General Augusto Heleno sobre escritório diplomático em Jerusalém

“Nos interessa essa aproximação com Israel, sem que isso signifique, de maneira nenhuma, um afastamento da comunidade árabe. Isso precisa ficar muito claro”, disse o general

Foto: Reprodução

Por Pedro Moreira, de Jerusalém, especial para a Fórum

O ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Augusto Heleno, disse neste domingo (31), em Jerusalém, que não está previsto declarar a abertura de um escritório brasileiro na cidade durante a viagem oficial do Presidente Jair Bolsonaro a Israel.

O General foi abordado por jornalistas no lobby do hotel King David, onde estão hospedado o Presidente Bolsonaro e os principais integrantes da comitiva.

Perguntado se o governo iria abrir um escritório na cidade, Heleno respondeu: “Não está previsto declarar”.

Na última quinta-feira (28), ao deixar um evento da Justiça Militar em Brasília, Bolsonaro foi perguntado se iria anunciar a mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém durante a visita oficial ao país, iniciada hoje.

“O Trump levou nove meses para decidir, para dar a palavra final para que a embaixada fosse. Nós talvez abramos um escritório de negócios em Jerusalém”, disse o presidente na ocasião, provocando rumores de que optaria pela abertura de uma representação brasileira menos relevante na cidade disputada entre israelenses e palestinos.

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Augusto Heleno foi perguntado se a visita oficial tratava-se de uma cortesia, em retribuição à ida de Netanyahu na posse de Bolsonaro. O ministro afirmou que em qualquer visita a um país estrangeiro “é lógico que tem o componente cortesia”, disse.

Mas quis enfatizar que o governo tem outros assuntos a tratar no país. “Nos interessa essa aproximação com Israel, sem que isso signifique, de maneira nenhuma, um afastamento da comunidade árabe. Isso precisa ficar muito claro”.

O ministro também foi perguntado por que o lado palestino não foi incluído na agenda da visita oficial. O General disse que “nem se pensou nisso”. Indagado se isso não seria uma sinalização de certo desequilíbrio por parte do governo brasileiro na questão do conflito da região, Heleno respondeu que não. “Acho que isso é a mesma coisa que você visitar a Argentina… outro dia nós fomos ao Chile e não fomos à Argentina. Vai ter uma outra época pra ir”. E completou: “Não queiram fazer ilações que não são corretas. Não é uma ilação correta isso. Tem tempo, Palestina vai alongar a viagem”.

Por fim, os jornalistas lembraram que quando o ex-Presidente Lula visitou a região, a agenda foi dividia entre o lados israelense e palestino, de forma equilibrada.

“Não vamos comparar, não. Pelo amor de Deus”, disse.


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