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10 de novembro de 2019, 21h52

Não há nenhum golpe na Bolívia, diz Ernesto Araújo

Araújo, que já se reuniu com o líder opositor boliviano Luis Fernando Camacho, comemorou a queda de Evo Morales através de um golpe na Bolívia

Ernesto Araújo (Reprodução)

Depois do presidente Jair Bolsonaro se render ao golpismo e exaltar a queda do presidente Evo Morales, da Bolívia, foi a vez do chanceler Ernesto Araújo dizer que não houve golpe no país e apontar uma fraude eleitoral não comprovada.

“Não há nenhum golpe na Bolívia. A tentativa de fraude eleitoral maciça deslegitimou Evo Morales, que teve a atitude correta de renunciar diante do clamor popular. Brasil apoiará transição democrática e constitucional. Narrativa de golpe só serve para incitar violência”, declarou o ministro das Relações Exteriores.

Araújo se reuniu, em maio, com Luis Fernando Camacho, líder da ala mais violenta dos opositores, e pode ter tido participação no golpe. “Conseguimos o compromisso pessoal e governamental do chanceler Ernesto Fraga Araújo de elevar como estado brasileiro e garante da cpe a encomenda de interpretação da convenção sobre a reeleição indefinida para a CIDH. O Chanceler instruiu de forma imediata e na mesma reunião que se realize a consulta”, relatou Camacho após encontro com Araújo em áudio.

Em outro áudio filtrado, um interlocutor revela o apoio “das igrejas evangélicas e do governo brasileiro” ao golpe, e fala de um suposto “homem de confiança de Jair Bolsonaro, que assessora um candidato presidencial”. “Temos que começar a nos organizar para falar de política nas igrejas, como já se faz a muito tempo no Brasil, que já tem deputados, prefeitos e até governadores da igreja (evangélica)”, diz.

Argentina

Enquanto o Brasil nega a tese do golpe, o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, condenou o rompimento institucional e defendeu que sejam realizadas eleições livres o mais rápido possível. “Na Bolívia, um golpe de estado foi consumado como resultado das ações conjuntas de civis violentos, pessoal policial aquartelado e passividade do exército. É um golpe perpetrado contra o presidente Evo Morales, que pedia um novo processo eleitoral”, declarou Fernández.

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