Neonazistas são os primeiros executados com pena federal de morte nos EUA em 17 anos

Daniel Lewis Lee e Chevie Kehoe foram executados com injeções letais nesta terça-feira, mas não foram condenados por crime de racismo, e sim por assassinar a família de um traficante de armas de Arkansas

Nesta terça-feira (14), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou a execução de Daniel Lewis Lee e Chevie Kehoe, condenados à pena de morte em 2004, pelo assassinato de três pessoas, cometido em 1996. Ambos tinham 47 anos, e morreram após injeções letais, na prisão federal em Terre Haute, no estado de Indiana.

As execuções de Lewis Lee e Kehoe viraram notícia nos Estados Unidos por serem os primeiros casos de pena de morte de neonazistas a nível federal nos últimos 17 anos. Eles eram membros de um grupo chamado Aryan Peoples Resistance (“Resistência do Povo Ariano”). Porém, vale destacar que não foram condenados pelos ataques racistas cometidos pela organização.

Em 1996, os dois tentaram roubar a casa do traficante de armas William Frederick Mueller, em ação que buscava levar armas, munição e dinheiro.  Ao serem flagrados, decidiram assassinar William, sua esposa Nancy Ann e a menina Sarah Powell, filha de Nancy e enteada de William. O crime aconteceu na cidade de Tilly, estado de Arkansas.

Outra curiosidade a respeito do caso é que Earlene Petterson, mãe de Nancy Ann e avó de Sarah, chegou a enviar uma carta ao presidente Donald Trump pedindo um indulto para Lewis Lee e Kehoe, mas sua iniciativa foi ignorada.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).